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Comunidades comemoram três anos de melhorias na produção agrícola

Comunidades comemoram três anos de melhorias na produção agrícola

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
07/12/2009 às 10h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Comunidades comemoram três anos de melhorias na produção agrícola
Juruti (PA) - Buscar o desenvolvimento da produção agrícola e artesanal por meio da diversificação dos produtos e do trabalho coletivo. Foi com essa meta que, há três anos, nove comunidades da zona rural do município de Juruti, no Oeste do Pará, engajaram-se no Projeto Pajiroba de capacitação agrícola na cadeia produtiva da mandioca, diversificação na produção rural e outras atividades. Depois de uma série de treinamentos e muitas experiências trocadas, os comunitários comemoram o sucesso do projeto e se preparam para caminhar sozinhos a partir do ano que vem.

A iniciativa é do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) e conta com o apoio da Alcoa, Instituto Alcoa e Fundação Alcoa. Entre as atividades já realizadas estão o fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca, produto tradicional das comunidades da região; capacitação no beneficiamento e na comercialização; resgate dos traços do artesanato local e capacitação técnica na produção de peças; além do fortalecimento do diálogo, articulação e solidariedade entre as comunidades, fator já muito presente em Juruti.

Por meio do projeto foi implantado nas comunidades o Sistema Bragantino, que intercala o cultivo de mandioca com os de feijão e milho. Também foi desenvolvida a produção de mudas de espécies agrícolas, abacaxi e hortaliças, que servem tanto para comercialização como para consumo. A criação de galinhas foi implementada, ainda, em sete das nove comunidades engajadas.

Para a moradora Ivanete Cardoso de Albuquerque, 45 anos, da comunidade Santa Maria do Curumucuri, tão importante quanto o conhecimento que recebeu, foi construir e executar o trabalho em grupo. “Antes, não tínhamos esse conhecimento técnico e hoje nossa produção coloca isso em prática. Mas, também passamos a participar de encontros com as lideranças das localidades e hoje estamos trabalhando de forma coletiva”, reforça a produtora.

Ao longo dos três anos de atividades, os comunitários receberam, em média, uma visita por semana dos profissionais de assistência técnica. “Cumprimos nosso objetivo porque as comunidades hoje possuem atividades agrícolas diversificadas e um excedente de produção para consumir uma parte e comercializar a outra”, explica a coordenadora do Projeto Pajiroba, a psicóloga Fernanda Bombardi. “Além disso, estão todos capacitados para manter a atividade produtiva a partir do ano que vem, de forma bem mais independente”, completa.

Susana Sheffield, vice-presidente do Instituto Alcoa, conta que o Projeto Pajiroba teve início simultâneo às obras de implantação da Mina de Juruti, empreendimento em operação desde Setembro último. “A Alcoa tem uma experiência muito grande em projetos, de Norte a Sul do Brasil, nas localidades onde estamos presentes, mas a comunidade de Juruti é muito especial. Nós aprendemos muito aqui, talvez até mais que os comunitários, que conheceram todas essas formas novas de trabalhar”, pondera. Renata Camargo, Presidente Executiva do ICE, também comemora a parceria. “Nesses três anos, nós tivemos o exemplo do comprometimento da empresa, da comunidade e da equipe técnica, todas compartilhando objetivos. Isso é o resultado de uma parceria que deu certo, um trabalho de troca de experiências de forma coletiva”, afirma.

Para Fernanda Bombardi, outra grande conquista das comunidades foi a aprovação de quatro dos seus projetos no Fundo Juruti Sustentável (FUNJUS), que, a partir do ano que vem, irá financiar as iniciativas sob administração dos próprios comunitários. Dessa forma, a partir de 2010, o acompanhamento do projeto se dará com frequência bimestral, apenas para consolidar a prática dos conhecimentos adquiridos pelas comunidades. “A equipe técnica vai ajudar em pequenas dificuldades do dia a dia, na compra de insumos, gestão de recursos e prestação de contas. Além disso, a cada quatro meses, as comunidades serão reunidas para troca de experiências”, conclui.


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