Por: Redação / Web Amazônia
11/12/2009 às 11h13 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Único produtor mundial de topázio imperial, segundo maior produtor de esmeralda e registrando importantes jazidas de ametista, turmalina, citrino, ágata e outras gemas minerais, o Brasil tem um dos maiores potenciais do planeta para transformar sua produção joalheira em fomento para a atividade turística. Nesse contexto, o Pará se destaca entre os estados da federação com infraestrutura e um produto diferenciado para conquistar mais esse nicho de mercado.
A "Criação e Produção Joalheira como Estratégia de Fomento ao Turismo na Cidade de Belém" foi o tema da palestra de Fernando Cortés, que abriu na tarde desta quinta-feira (10) o VI Encontro do Setor Joalheiro do Estado do Pará, que reuniu a programação técnica e científica da VI Pará Expojoia - Amazônia Design, a feira de joias realizada até o próximo domingo (13), no Espaço São José Liberto.
Consultor do Instituto de Gemas e Metais Preciosos (IBGM) e com 30 anos de experiência no ramo joalheiro, Fernando Cortés explicou aos profissionais do Pará os motivos que fazem da joia um importante fator de incentivo ao turismo. Segundo ele, a joia faz parte da história da humanidade pelo menos há 70 mil anos, tempo de existência do colar de seis conchas, encontrado na África do Sul e considerado o mais antigo do mundo conforme artigo publicado na conceituada revista Science.
Com a descoberta do ouro, há aproximadamente 6 mil anos, seguida pela descoberta da prata, o homem passou a perpetuar nos metais seus rituais religiosos, as ações do cotidiano, o ambiente ao seu redor, conforme mostram peças expostas no Museu da Colômbia e no Museu do Ouro, no Peru.
"Ao contrário de um objeto decorativo, que compramos para enfeitar uma parede ou qualquer outro canto da casa, a joia usamos no corpo e, na maioria das vezes, marcando momentos importantes de nossas vidas", ressaltou Fernando Cortés.
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