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Programa de Educação Patrimonial é apresentado em Belém

Programa de Educação Patrimonial é apresentado em Belém

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
14/12/2009 às 11h48 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16


Os trabalhos iniciaram depois que foram encontradas cerca de 100 mil amostras arqueológicas nas áreas escavadas durante a fase de estudos para a implantação da Mina de Juruti. As pesquisas indicam que as peças datam de cerca de dois mil anos atrás. Com as descobertas, uma série de ações foi empreendida a fim de promover a sensibilização e a valorização do patrimônio cultural e histórico do município.  

Os conhecimentos e a importância dos fragmentos encontrados foram difundidos entre a rede pública de ensino de Juruti, tanto a professores como aos alunos, e também serviram de base para o aprimoramento dos trabalhos de artesãos do município. Segundo a arqueóloga Lílian Panachuk, coordenadora do Programa de Educação Patrimonial pela Scientia Consultoria, foi feita uma parceria com a Associação de Mulheres Trabalhadoras de Juruti (AMTJU) e a Associação dos Artesãos do Município de Juruti (AMJU) para capacitação dos associados para o trabalho com cerâmica.

Os trabalhos em Juruti foram avaliados positivamente pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foram apresentados em evento especializado da área de políticas sobre o patrimônio histórico em Belém, nos dias 1º a 4 de Dezembro. O evento, chamado “Balaio do Patrimônio Cultural”, foi coordenado pelo próprio Iphan, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult). “Fomos convidadas para mostrar o trabalho e foi uma oportunidade maravilhosa de trocar experiências e aprender com as atividades de outros projetos”, conta Lílian.

Participaram do evento cerca de 40 gestores municipais, arqueólogos e estudiosos, incluindo módulo de capacitação. “Pelos relatórios do programa de Juruti, nós vínhamos percebendo que a participação da comunidade é realmente efetiva nas ações implementadas no município. Então, trouxemos essa representação empresarial na área de educação patrimonial”, explica Denise de Carvalho, técnica do Iphan na área de Arqueologia. 

Estagiários
A novidade apresentada durante o evento foi a contratação de estagiários jurutienses pelo Programa de Educação Patrimonial. Em Outubro, oito estudantes de 15 a 20 anos, das Escolas Raimundo de Souza Coelho e Emanuel Salgado, iniciaram o estágio. “O objetivo é fazer com que os jovens percebam o quanto o município é valioso. Eles estão trabalhando com o patrimônio edificado da cidade, casas antigas, histórias antigas e com os nomes das ruas”, explica Lílian Panachuk. “A ideia é construir um livro e publicar tudo o que eles estão pesquisando dentro do programa”, completa.

Evillen Batista, de 18 anos, é uma das estagiárias. “Estamos desenvolvendo o projeto Memórias de Rua, com a finalidade de resgatar as histórias que estão sendo perdidas em Juruti. Assim, as pessoas vão conhecer como era o município no passado”, conta a jovem. “Estamos fazendo entrevistas, colhendo as histórias dos nomes das ruas. Hoje eu vejo a importância disso. É a nossa história, o nosso passado e eu me encanto com esse trabalho”.

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