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Operação Ouro Verde II

Operação Ouro Verde II

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
30/06/2007 às 11h19 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Polícia Federal deflagrou na manhã da última sexta-feira, 29, a operação Ouro Verde II, para prender uma quadrilha envolvida na falsificação de licenças ambientais. A ação acontece em Belém e mais dez cidades do interior do estado do Pará, além de dois municípios no interior do Maranhão. Cerca de 140 Policiais Federais do Pará, de Rondônia e do Maranhão estão cumprindo 34 mandados de busca e apreensão, 24 mandados de prisão temporária, e 6 mandados de prisão preventiva.

As investigações policiais, iniciadas há seis meses pela Delegacia de Combate aos Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da Superintendência da Polícia Federal no Pará, apontam que os envolvidos teriam praticado vários crimes contra o meio ambiente. O grupo estaria envolvido ainda em delitos como corrupção ativa, corrupção passiva, estelionato, inserção de dados falsos em sistema de informações e violação de sigilo funcional, dentre outros.

As fraudes realizadas pelo grupo se davam de duas formas: uma era a inserção fraudulenta de créditos no sistema informatizado que permite a impressão dos Documentos de Origem Florestal – as DOF´s . A outra era a impressão de grande número de DOF´s, onde constavam quantidades absurdas de madeiras e carvão a serem transportadas e/ou estocadas. Com isso, a quadrilha conseguia “esquentar a madeira” ou “lavar a madeira”.
A propina paga à quadrilha pela inclusão de créditos girava em torno de cem reais (R$ 100,00) por metro cúbico. Apenas numa das operações, identificadas durante as investigações, foram inseridos ilicitamente cento e sessenta mil metros cúbicos (160.000 m³) de madeira o que teria gerado, só nessa operação, um lucro de dezesseis milhões de reais (R$ 16.000.000,00).

A investigação aponta ainda fortes indícios da participação de “hackers” que estariam conseguindo desbloquear o Cadastro Técnico Federal do Sistema do IBAMA e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Pará, por meio da internet. Uma grande rede de venda dos serviços ilegais realizados pela quadrilha foi montada em que pessoas eram indicadas pelos participantes do golpe que passavam de vendedores a atravessadores dos serviços oferecidos, recebendo um percentual pelos serviços realizados em relação aos indicados por eles.

Todo o material apreendido e os presos vão ser encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Belém. Os presos vão ser ouvidos em depoimento e depois devem ficar a disposição da justiça.
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