"O Comitê Rio 2016 tem plena confiança de que os poderes legislativos levarão esses fatos em consideração, evitando que o país, em uma volta ao passado, descumpra obrigações assumidas", acrescentou.
Nesta segunda-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que vai decretar ponto facultativo para que os funcionários do município possam participar do protesto contra a medida, na quarta-feira, na Cinelândia, às 16h.
"Estou publicando no Diário Oficial de hoje que a partir de 15h de quarta-feira a máquina municipal está liberada e convocada para participar desse ato político em defesa do Rio de Janeiro. Vamos botar as pessoas na rua", disse Paes a jornalistas.
Na semana passada, o governador Sérgio Cabral já tinha adotado medida semelhante e também liberou operários do PAC para aderir ao movimento.
Durante o fim de semana, vários cartazes contra a emenda foram espalhados pelo Rio e uma faixa foi estendida no Cristo Redentor com os dizeres: "Contra a covardia e em defesa do Rio".
Só o município do Rio estima uma perda anual de 150 milhões de reais caso a emenda seja aprovada no Senado e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A estimativa de perdas para o Estado gira em torno de 7 bilhões de reais por ano.
"É um absurdo o que está se fazendo. Parece que tem gente que entra na vida pública só para fazer besteira", disse Paes, em relação aos deputados responsáveis pelas mudanças na distribuição dos royalties.
A chamada emenda Ibsen foi aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados, como destaque ao projeto que institui o sistema de partilha na produção de petróleo. Ela estipula que os royalties e participações especiais sejam distribuídos igualitariamente para todos os Estados e municípios do país, e não somente para aqueles onde estão localizadas as operações de exploração, como o Rio.