O impasse começou quando a prefeitura passou a reivindicar a área para a construção de 3 mil casas populares, através do programa Minha Casa, Minha Vida. Na ocasião, a prefeita Maria do Carmo explicou que o programa contemplaria muito mais famílias, que o projeto da associação, que prevê a construção de apenas 500 moradias. Além disso, a prefeita também passou a questionar o procedimento cadastral da AMBAV das famílias virtualmente contempladas pelo projeto habitacional da entidade. Ela inclusive disse que o cadastro era fictício, pois a relação com os nomes das famílias nunca foi apresentado ao governo nas inúmeras solicitações feitas à associação para que mostrasse quem seriam os contemplados com as casas.
Na última quarta-feira, Francisco Barbosa esteve na redação do Jornal Tribuna do Tapajós e contou que todo esse impasse foi superado e que agora prefeitura e associação trabalhariam juntas para conseguir a liberação definitiva do terreno para iniciar a construção das casas. “Da nossa parte está tudo certo. Vamos aguardar os tramites legais em Brasília e torcer pela liberação do terreno para iniciar o nosso projeto habitacional. Nós não queremos nos dispor com ninguém, muito menos com o governo, pois estamos lutando por um bem comum, que é a construção de casa populares para famílias carentes”, disse Francisco Barbosa.