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CAT de Alter do Chão abandonado

CAT de Alter do Chão abandonado

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
09/04/2010 às 13h31 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
CAT de Alter do Chão abandonado
Perto de completar cinco anos de instalação, o Centro de Atendimento ao Turista (CAT), em Alter do Chão está completamente abandonado pelo Poder Executivo. O Terminal Fluvial Turístico (TFT) foi construído para receber turistas e servir de ponto de embarque e desembarque de passageiros que visitam o Caribe brasileiro diariamente. No entanto, devido à inoperância administrativa, o local está se deteriorando sem que nenhum tipo de reforma ou mesmo manutenção do local sejam feitas para a preservação deste patrimônio público, que perdeu sua importância inicial, que era de ajudar a fomentar o turismo local. Hoje, nas dependências do CAT, o que se vê é um cenário de abandono e descaso com o dinheiro público. A estrutura toda do imóvel está comprometida e necessitando de reparos urgentes. Apesar de não funcionar para atendimento ao público, os banheiros ficam abertos dia e noite, sendo utilizados pelos banhistas, sobretudo nos finais de semana.
Do teto às paredes, há grandes fissuras que ameaçam a estrutura do imóvel, feita em madeira. As salas estão sujas e com as janelas quebradas. Os moradores informaram que os marginais utilizam o espaço para consumir droga e praticar sexo. Ao redor do CAT a sujeira também é predominante. Restos de alimentos, sacos, garrafas plásticas e outros materiais nocivos ao meio ambiente estão por todos os lados.
De acordo com os comunitários, várias solicitações já foram feitas à prefeitura para que o Executivo proceda com algum tipo de reparo no Terminal Fluvial, porém, nenhuma resposta foi dada efetivamente à comunidade pelo governo municipal. Vale lembrar que o abandono se estende às duas dependências do CAT, tanto na área destinada ao embarque e desembarque de passageiros quanto na área onde deveria funcionar o serviço de lanchonete.

Lixo também predomina na praça de Alter do Chão
Conhecida internacionalmente por sua majestosa praia e também pelas belezas naturais únicas que a cercam, a vila de Alter do Chão atraí todo ano turistas vindos de várias partes do país e do mundo. Todos que chegam ao Caribe Amazônico buscam obter informações sobre a principal manifestação cultural e folclórica promovida pela comunidade. Mas basta um rápido giro pela vila, que o turista logo percebe que todo aquele encanto desaparece quando o festival acaba. Pelo menos é esta sensação que o turista tem quando se depara com o estado de abandono da vila.
O exemplo evidente de descaso está na praça que serve de palco para as apresentações dos botos e também dos grupos folclóricos. O local em nada lembra aquele cenário iluminado, limpo e bonito durante os dias da festa dos Boraris. O lixo está por toda parte e ainda é possível encontrar restos de ferros retorcidos dos carros alegóricos usados pelas agremiações de Tucuxi e Cor de Rosa no Festival dos Botos do ano passado. Aliás, as carcaças dos carros alegóricos estão espalhadas por várias ruas da vila. Outra cena que chamou a atenção foi o fato de o único cesto de lixo, que fica na praça, ainda estar abarrotado com latinhas de cerveja e sacos plásticos do último Sairé. É possível?
Os moradores afirmam que sim, pois é evidente o descaso do governo com aquela comunidade, que reclama da não utilização do espaço que serve de apresentação da festa como quadra esportiva, por exemplo.
Restando pouco mais de cinco meses para a realização de mais um Sairé, nenhuma movimentação é percebida em Alter do Chão no sentido de antecipar o local para a maior manifestação folclórica do Oeste do Pará, que atrai turistas do mundo inteiro.
Na semana passada, a reportagem do Jornal Tribuna do Tapajós percorreu toda a vila de Alter do Chão e conversou com os comunitários sobre o abandono da comunidade. Todos afirmam categoricamente que os investimentos por parte do governo só ocorrem quando a festa está perto de começar. Ao longo do ano, segundo os moradores, pouca coisa é feita para garantir a precária estrutura existente do Caribe Amazônico.

Fotos: Carlos Matos
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