Por: Redação / Web Amazônia
16/07/2007 às 17h27 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A divisão territorial do Pará será tema de discussão da reunião do Conselho Diretor da ACP (Associação Comercial do Pará) nesta segunda-feira (16). A reunião contará com a presença do Secretário de Integração Regional, André Luís Farias, que promete anunciar uma série de medidas de interiorizaçãoda administração estadual, firmando a adesão do governo do Estado à campanha liderada pela ACP contra a divisão territorial do Pará.
A ACP decidiu liderar a mobilização junto a sociedade eoutras entidades empresariais do Estado para realizar um manifesto pela não divisão territorial do Pará. Os empresários acreditam que a criação dos Estados do Carajás e Tapajós irá desestabilizar a economia paraense.
No dia 4 de julho, a comissão de Constituição e Justiça do Senado deu aval na à criação do Estado do Carajás, no sul do Pará. O projeto de lei aprovado determina a realização de um plebiscito para a criação do Estado de Carajás. A matéria, de autoria do senador Leomar Quintanilha, foi aprovada por unanimidade pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadaniado Senado. O Tribunal Regional Eleitoral do Pará deve realizar o pleito em até seis meses.
Se aprovado, o Estado de Carajás será composto por 38 municípios, numa área de 284.721 quilômetros quadrados. A população será de 1,3 milhão de habitantes. Vai abrigar dois pontos estratégicos da economia do Pará: a Serra do Carajás e a Hidrelétrica deTucuruí.
Outra preocupação da ACP é que o plebiscito seja realizado apenas entre a população dos municípios envolvidos. A entidade defende que toda a população do Estado participe do pleito, expressando sua decisão sobre o assunto. O projeto de criação do Estado de Carajás vai agora para o plenário do Senado. Se aprovado, terá que passar pela Câmara e pela sanção do presidente. Mas antes da proposta ser levada para tramitação terá de enfrentar a mobilização das entidades de classe que também quer conquistar o apoio de autoridades e da sociedade.
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