Principais ruas da cidade estão tomadas por buracos
Principais ruas da cidade estão tomadas por buracos
Por: Redação / Web Amazônia
09/04/2010 às 19h01Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
As principais ruas de Santarém, sobretudo aquelas que servem de itinerários para os ônibus, estão em condições precárias e sem a mínima condição de trafegabilidade. Em toda cidade, as vias públicas apresentam um aspecto impróprio tanto para o trânsito de veículos quanto para tráfego de pedestres. As ruas sem asfalto atormentam a vida dos motoristas. Se de carro é um horror superar tantos buracos, quem precisa andar a pé também sofre com as centenas de armadilhas espalhadas ao longo das vias. Grande parte dos acidentes registrados nas ruas do município é ocasionada principalmente pela falta de manutenção delas, pois ao tentar desviar dos buracos, o condutor acabar por colidir com o veículo que vem atrás ou está na frente. Nem mesmo caminhões conseguem passar sem dificuldade.
Moaçara, Dom Frederico Costa, Muiraquitã, Turiano Meira, Curuá-Una e Borges Leal, só para citar algumas, estão em péssimas condições de trafegabilidade devido aos buracos e, com a chuva que caiu forte esta semana, alguns trechos destas vias ficaram em condições ainda mais críticas. Outro fator que chama a atenção é que a pavimentação asfáltica está completamente comprometida, sendo que em algumas partes, não existe mais asfalto. A malha viária do município é antiga e nem mesmo o serviço paliativo de tapa-buracos feito pela Prefeitura consegue amenizar a carência do setor.
Ao longo dos últimos seis anos, o atual governo recuperou diversas vias da cidade, asfaltou algumas delas e facilitou o acesso dos motoristas em ruas que antes eram intransitáveis. Porém, aquelas ruas que recebem o maior fluxo de veículos foram esquecidas pela administração municipal. É o caso da Avenida Dom Frederico Costa, que teve vida asfáltica curtíssima devido à péssima qualidade do serviço de pavimentação feito ainda durante o governo do ex-prefeito Lira Maia. A atual prefeita Maria do Carmo herdou o problema, mas virou as costas para aquela área da cidade, eximindo-se de qualquer responsabilidade por sua recuperação.
Empresas acumulam prejuízos por causa dos buracos
Mas não são apenas os motoristas e pedestres que sofrem com a buraqueira das ruas. O comércio local está seriamente ameaçado pela falta de manutenção das vias públicas. As vendas despencaram em mais de 20% em alguns estabelecimentos, principalmente aqueles dos setores varejistas e de alimentação. O empresário César Ramalheiro, dono da rede de supermercados CR, diz que a condição precária da Travessa Turiano Meira, que dá acesso à sua loja, pode ser apontada como a principal responsável pela redução de sua clientela. O movimento caiu bruscamente e forçou a demissão de 40 funcionários. Devido a condição daquela via, o fluxo de veículos diminuiu bastante.
A mesma opinião tem os demais comerciantes da Turiano Meira, que tiveram que reduzir o seu quadro funcional por causa da baixa nas vendas. “As pessoas deixaram de vir aqui porque não suportam enfrentar uma rua tão ruim como essa. Depois que fizeram esse ‘trabalho’ a situação apenas piorou. O comércio aqui ficou enfraquecido e a gente não vê nenhuma ação concreta do governo em recuperar essa rua, que abriga tantos estabelecimentos comerciais, que geram emprego e renda para o município”, diz categórico o comerciante Raimundo Clemente, lembrando que no caso da Turiano Meira, as ruas adjacentes também não oferecem condições de acesso aos motoristas.
Ele cita o exemplo da Muiraquitã, que está com seu leito dominado por buracos. Do trecho compreendido entre as avenidas Sérgio Henn e Curuá-Una, a Rua Muiraquitá está em situação deplorável e sem nenhuma condição de trafegabilidade. Os comerciantes afirmam que lá os prejuízos são enormes. Alguns inclusive tiveram que fechar as portas depois que o movimento caiu. Nas avenidas Moaçara, Dom Frederico Costa e parte da Curuá-Una, os comerciantes também se queixam de prejuízos ligados à falta de manutenção da malha viária do município.
Além do enfraquecimento do comércio local, a precariedade de boa parte das ruas em Santarém provocou ainda a desvalorização imobiliária. Os imóveis, que antes recebiam avaliação acima do preço de mercado, hoje são negociados com preços inferiores ao que valeriam a seis anos atrás. “Ninguém quer pagar por uma casa localizada numa rua que não é asfaltada ou que está tomada por buracos. A pessoa acaba se desfazendo do imóvel por um valor inferior ao que realmente valeria”, disse um corretor de imóveis.
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