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Construção de muro no entorno do Irurá está parada

Construção de muro no entorno do Irurá está parada

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
16/04/2010 às 12h06 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Construção de muro no entorno do Irurá está parada

No primeiro semestre do ano passado, foi liberada uma verba através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para que a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) construísse um muro de proteção na área do entorno dos pontos de captação de água dos setores denominados Irurá e Bacabal, localizados na grande área do Santarenzinho, dos lados esquerdo e direito da rodovia Fernando Guilhon.
A obra foi iniciada, sendo que as empresas responsáveis pela construção do muro, já receberam parte do dinheiro para a execução do projeto. Por se tratar de uma Área de Preservação Ambiental (APA), a justificativa da Cosanpa era justamente garantir a existência daquele manancial, que sofria com as ameaças constantes de depredação e danos ambientais.

Para a surpresa dos engenheiros do consórcio, o trabalho foi suspenso. O dinheiro está retido na Caixa Econômica Federal e ninguém sabe explicar qual será o seu destino a partir de agora.

Por inúmeras vezes, tentamos falar com os responsáveis pela obra em Santarém e obter com eles, as informações precisas sobre a suspensão da obra, que visava proteger aquele manancial, porém, nossas tentativas foram em vão e ninguém quis se pronunciar oficialmente sobre o caso.
Quem passa pela rodovia Fernando Guilhon pode perceber que parte do muro foi erguida do lado esquerdo, no sentido centro/aeroporto. É possível notar também que junto com a mureta de concreto, os engenheiros se preocuparam em colocar telas de proteção, justamente para deixar o local visível aos moradores que por ali passam diariamente. Portanto, nada justificaria a suspensão dos trabalhos, que visam cercar toda a extensão da área do manancial do Irurá como forma de guarnecer todo aquele patrimônio público, por muitas vezes ameaçado de vandalismo e danos ambientais.

Além de preservar o local da ação do homem, o projeto também protegeria os poços de captação de água que abastecem a cidade, ficando assim seguros de possíveis contaminações. A área possui rica biodiversidade com mata ciliar, igarapés e animais silvestres. Preocupada não somente em preservar o meio ambiente, mas garantir água potável de qualidade para a população foi que a presidência da Cosanpa solicitou do governo federal recursos para construir uma cerca ao redor de todo o complexo Irurá. Através do PAC, a verba foi liberada, mas o serviço não está concluído. Com a suspensão dos trabalhos, o local voltou a ficar completamente vulnerável.

O problema é que na vizinhança se expandiu o número de residências e muitos moradores chegaram a invadir as terras da Cosanpa, construindo alicerces para futuras edificações no local. Além disso, os moradores usavam a área para jogar lixo, prova disso é o acumulo de entulho nos arredores da mata. Do lado direito (sentido centro/aeroporto) da Fernando Guilhon, algumas pessoas utilizam um pequeno espaço para comercializar frutas e peixes, improvisando uma feira, sem nenhum cuidado com o meio ambiente.

Diante da dificuldade em obter as informações a respeito desse caso, a reportagem faz aqui os seguintes questionamentos: Por que e por quem a obra foi suspensa? Quando o trabalho será retomado? Qual o valor da obra? O que será feito com o dinheiro, caso a obra não seja mais retomada? Com a palavra, os responsáveis pelo projeto, seus executores e gestores.
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