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Nenhum projeto, dos 357 de manejo florestal de Santarém, é aprovado pela Sectam

Nenhum projeto, dos 357 de manejo florestal de Santarém, é aprovado pela Sectam

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
18/07/2007 às 20h06 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Madeireiras santarenas aguardam a assinatura do TAC. Enquanto isso nenhum projeto é liberado pela Sectam e a crise aumenta. Sem matéria-prima, a tendência é aumentar o desemprego no setor.

63 projetos de manejo florestal foram liberados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Nenhum deles foi aprovado para Santarém. Enquanto isso a crise no setor madeireiro continua.

As empresas madeireiras de Santarém ainda sofrem com a falta de liberação dos projetos de manejo florestal. De acordo com o presidente do sindicato das indústrias madeireiras, Raimundo Ferreira, o principal motivo da crise no setor é justificado pela demora na formalização do Termo de Ajuste de Conduta.

“Falta a assinatura do TAC, que é o termo de ajuste de conduta, e até o momento ninguém assina e nem diz porque não aparece nenhum responsável. Temos aqui 58 projetos que aguardam a assinatura do termo para serem liberados, mas até o momento nenhuma assinatura nem nada foi resolvido pelo governo.”

Ontem a Secretaria Estadual do Meio Ambiente aprovou 63 projetos de manejo florestal, um total de 58 mil hectares de área beneficiada no Pará. Municípios como de Altamira e Itaituba serão contemplados com o benefício do governo.

Na região de Santarém 357 projetos estão sendo analisados pela Secretaria, mas nenhum foi aprovado.

Algumas madeireiras ainda conseguem se manter com os últimos projetos que foram liberados em dezembro do ano passado. Mas todos dependem da aprovação de novos projetos.

Dificuldades como o desemprego de muitos trabalhadores já podem ser sentidas no setor madeireiro.

“Várias madeireiras estão passando por dificuldades sem matéria prima. Não tem trabalho. O que vai render futuramente demissões.”

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra pretende se reunir com a Sectam para analisar a possibilidade de formalizar o termo de ajuste de conduta. Se formalizado, o TAC vai possibilitar a liberação de 58 projetos de aproveitamento econômico em áreas de assentamento.

Fonte: Notapajos.com/Gleissiane Bekhauser
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