Por: Redação / Web Amazônia
05/05/2010 às 19h31 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O líder indígena Adenilson Alves de Sousa, conhecido como Poró, foi espancado por pelo menos 15 homens, na comunidade de Curi, na Gleba Nova Olinda, rio Arapiuns. A agressão aconteceu no domingo passado, por volta das 3 horas. Sem motivo aparente, os agressores espancaram a vítima com socos, pontapés e pauladas. O rapaz ficou bastante ferido. Poró é irmão de Odair José Alves de Souza, que se autodenomina cacique Dadá Borari.
Por causa do envolvimento dele e do irmão com as causas ambientais é possível que a agressão esteja ligada à atitude deles em defender a exploração ilegal de madeira e a ocupação de terras indígenas na Gleba Nova Olinda I.
Dadá Borari por diversas vezes já denunciou que foi vítima de ameaças de mortes e atentados supostamente orquestradas por madeireiros e grileiros de terra, que impõem medo aos moradores de áreas indígenas e de preservação ambiental na região. Dadá recebe proteção policial.
A agressão sofrida pelo irmão do cacique, para os ambientalistas, é mais uma tentativa dos madeireiros que mantém grupos armados na região, de brecar a demarcação das terras indígenas das aldeias do rios Arapiuns e Tapajós.
Os líderes indígenas temem que novos atentados ocorram, uma vez que há informações da chegada de homens desconhecidos nas proximidades do Conselho Indígena do Tapajós-Arapiuns (CITA).
Vários pedidos de providências foram solicitados para diversos órgãos públicos em Santarém, Itaituba e Brasília, direcionados à Comissão dos Direitos Humanos, Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Programa Nacional e Estadual de Proteção aos Defensores, Iterpa, Funai e Ministério Público Federal.
Os conflitos na Gleba Nova Olinda eclodiram em meados de 2004 quando grileiros e sojicultores migraram em grande número para aquela região com o intuito de plantar soja e explorar madeira ilegalmente. Foi graças à vinda desses forasteiros que muitas famílias perderam suas terras. Outros não tiveram a mesma sorte e foram mortas por se opor ao poder bélico dos madeireiros.
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