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Cientistas descobrem tesouro da biodiversidade em Estação Ecológica do Pará

Cientistas descobrem tesouro da biodiversidade em Estação Ecológica do Pará

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
01/07/2010 às 09h23 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Cientistas descobrem tesouro da biodiversidade em Estação Ecológica do Pará

Com esse trabalho, os cientistas encontraram um grande número de espécies de plantas, peixes, mamíferos, aves, répteis e anfíbios, demonstrando a diversificada história natural da calha do rio Amazonas. As espécies são de grande interesse para a indústria, a pesquisa científica e a conservação ambiental.

Os inventários biológicos revelam a importância das grandes unidades de conservação em fase de consolidação na Calha Norte, que é a porção mais preservada do estado do Pará.

Nos cursos de água investigados, os pesquisadores encontraram mais de 143 espécies diferentes de peixes.  Além disso, em todas as áreas analisadas, foram encontradas evidências de novos animais que precisam ainda ser descritos.

No local, também foram registradas 62 espécies de anfíbios e 68 de répteis, com possíveis novas espécies.  Dentre as descobertas, estão os sapos coloridos da família Dendrobatidae, geralmente usados como animais de terrário na Europa, nos Estados Unidos e no Japão.

Também foram encontradas na unidade 355 espécies de aves.  Dessas, 70 podem ser consideradas de especial interesse para a conservação por serem endêmicas (só existirem na região dos escudos das Guianas), ou raras, com distribuições locais na Amazônia.

A existência dessas aves demonstra que elas estão a salvo das ameaças de atividades predatórias, como a extração de madeira e a caça profissional ilegal. O uiraçu falso, gavião considerado quase ameaçado de extinção pela União Internacional pela Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, da sigla em inglês), também foi encontrado na unidade, atestando o bom estado de conservação do local.

Foram registradas 61 espécies pertencentes a oito ordens de mamíferos na Esec.  34% delas são consideradas de especial interesse para a conservação por seu status de endêmicas, ameaçadas de extinção, ou ainda por não terem sido descritas pela ciência.  Quatro das espécies de mamíferos inventariados na Esec estão listadas oficialmente como ameaçadas de extinção no Brasil e no estado do Pará: onça pintada, onça parda, ariranha e tatu-canastra.

Os botânicos também registraram 778 espécies de plantas. Cinco delas são consideradas ameaçadas de extinção no estado do Pará: muirapuama, angelim, araracanga, maçaranduba e itauba.Dentre o conjunto de plantas encontradas na Esec, os botânicos registraram mais sete espécies ameaçadas de extinção no mundo, segundo a IUCN (2008). (Amazonia.org)
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