Por: Redação / Web Amazônia
05/07/2010 às 09h23 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Enquanto o governo municipal não se pronuncia sobre o reinício das obras do terminal fluvial, que está sendo construído no bairro da Prainha, o caos simplesmente aumenta no terminal provisório da praça Tiradentes. A bagunça tomou conta de todo aquele espaço, que a cada dia torna-se mais precário e impróprio para a atividade portuária.
O fluxo de pessoas também cresceu nos últimos dias e, com a aproximação das férias escolares, tende a crescer ainda mais. O local não suporta a demanda de cargas e tão pouco de passageiros. A reclamação contra a falta de segurança e comodidade no porto é generalizada.
O porto da Tiradentes funciona de maneira irregular, pois não tem infraestrutura adequada para este tipo de atividade. Além disso, o terminal coloca em risco a vida dos passageiros e trabalhadores, pois é desprovido de qualquer tipo de segurança. A balsa que serve de atracadouro para as embarcações é antiga e o acesso é feito através de rampas improvisadas de madeira, sem corrimão e com declive perigoso. Passageiros e carregadores têm que redobrar a atenção quando usam a rampa para subir ou descer à balsa, pois o risco de acidente é iminente.
Outro problema considerado preocupante para os usuários do terminal, sobretudo os trabalhadores ligados à Associação dos Estivadores de Santarém, é a falta de estacionamento adequado para os caminhões e veículos, que deixam cargas nas embarcações diariamente. Eles denunciam que ninguém respeita os horários e nem os limites para estacionar os veículos, contribuindo ainda mais para a desordem no local. Sem controle do órgão fiscalizador do trânsito no município, o tráfego nas adjacências da praça Tiradentes é prejudicado, principalmente em horários de picos, causando engarrafamentos e conflitos entre motoristas de carros particulares e caminhões.
Por causa da falta de estrutura própria, o terminal provisório não dispõe de pessoas para organizar a entrada e saída de veículos pesados para descarregar materiais e entregar encomendas. Qualquer pessoa pode chegar e estacionar ali pelo tempo que desejar, impedindo o trânsito dos passageiros e carregadores, que são os mais prejudicados pelo estacionamento irregular de caminhões de cargas.
Ambulantes também contribuem para o caos no terminal
O aumento de vendedores ambulantes nos arredores do terminal fluvial provisório da praça Tiradentes é outro fator que tem contribuído para o aumento do caos e da bagunça daquele logradouro. As barracas de venda de alimentos proliferam e ocupam espaços que deveriam estar livres para o acesso dos passageiros. Tem gente que inclusive montou sua barraca na praia, próximo ao rio, que também serve de depósito de lixo, principalmente restos de alimentos, materiais plásticos e latas de refrigerante. A sujeira está por todo o lado. Os ambulantes utilizam ainda a água para lavar os utensílios que são usados para servir o almoço que é comercializado aos trabalhadores e usuários do terminal. As pessoas que manipulam o alimento comercializado de maneira precária demonstram total desconhecimento com o preparo correto dos produtos. A falta de higiene nesses ambientes é gritante.
Segundo apurou a reportagem junto aos próprios ambulantes, não é preciso autorização de ninguém para montar uma barraca. “A pessoa só precisa ter vontade, chegar e vender seus produtos. A gente faz amizade e pronto, já está instalado”, revela uma ambulante, que pediu para não ter o nome citado. O pessoal que é ligado à Associação de Estivadores, taxistas e demais trabalhadores do terminal preferem não se manifestar oficialmente sobre o assunto. Eles reclamam do descaso e abandono do Poder Executivo com o porto da praça Tiradentes, mas preferem se esconder atrás do anonimato, temendo algum tipo de retaliação.
A presença de bêbados e desocupados perambulando pela praça e também na balsa, incomoda os passageiros, que reclamam também da falta de policiamento. A insegurança é um dos fatores mais preocupantes por parte das pessoas que utilizam o terminal fluvial da praça Tiradentes, segundo constatou a nossa reportagem. “Esse problema só será resolvido quando o novo terminal for construído, por enquanto, temos que suportar esse drama todos os dias.
Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) não soube precisar uma data para o reinício das obras de construção do terminal na área da antiga Tecejuta. A empresa responsável pelos trabalhos é a construtora Melo de Azevedo.
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