19/07/2010 às 09h48Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Cada um de nós possui algumas certezas e incertezas também. E se tratando de hábitos, seja qual for, por exemplo, dificilmente trocamos o local onde costumamos fazer nossos lanches, ou ainda, mudar nosso tradicional pedido. Doravante, um menino do campo, com os seus conhecimentos infinitos onde mora e limitado na cidade e quando chega ao meio urbano, entre o medo e a vergonha seus olhos descobrem um novo mundo. Numa eventualidade que esse menino venha residir nessa nova civilização, provavelmente mudará seu modo de se comunicar, de se vestir, de pensar e até mesmo de brincar.
Agora, gostaria que pensasse no seu caso. Você é receptível a mudanças? Parece que o ser humano contemporâneo continua com o medo do novo. De escolher ir de ônibus e não de avião – desconsiderando o fator econômico e levando em conta a coragem. Será que nos falta ousadia? Coragem? Ou somos acomodados? Portanto, pensamos então em eleições; quais são os nossos critérios para elegermos um candidato? Como costumo dizer: religião é fé; futebol é paixão e política é consciência. E não adianta misturar os três. Ou seja, para votar temos que ter, sobretudo, consciência e não a mesmice de querer continuar naqueles que visam dinheiro ou poder. E o poder é como a picada da mosca azul, de Machado de Assis. Nunca se esquece.
Há muitas elucidações que podem nos mostrar que é possível abrir nossos olhos. Em Platão, com o Mito da Caverna, ele procura mostrar que após ver as imagens verdadeiras não vamos querer mais ver as sombras. Por conseguinte, quando realmente presenciarmos o desenvolvimento, trabalho e salários dignos, não vamos querer voltar às promessas. Imaginamos, se hoje os impostos fossem reduzidos, sentiríamos saudades dos atuais elevados impostos? Às vezes continuar o que alguém começou pode ser uma estagnação na economia. Já que com Lula crescemos menos que com FHC.
Para os desgostosos, o que dizer da China que numa década se tornou numa potência e o Brasil em oito anos começou como uma nação emergente e está terminando como emergente. Quando uma crise imobiliária não nos afetou é porque estávamos longe de grandes investimentos. De imobiliária só nos restou aqui o vergonhoso plano Minha Casa, Minha Vida. As pessoas que não tem um lar merecem muito mais do que uma esmola do governo. E aos que enxergarem longe, pode parecer ridículo, embora que devemos pensar num Estado menos centralizador. Que quiser um Estado forte pegue sua trouxa e vá morar com Hugo Chaves. O Brasil precisa crescer. Não em planos sociais, que tem finalidade apenas de votos.
Depreendo dizendo que é hora de um novo passo. Continuar com populismo e sobrevivendo com a política social, não vamos ser um país de todos. Os diversos movimentos sociais são essenciais, só que estão virando um câncer num Estado que querem fortalecer. Ou seja, as ONG´s, entidades entre outros, fazem tudo e o governo cruza os braços. É certo? Construir um país por mãos solidárias? E onde estão os nossos políticos? Inaugurando os PAC´s, qual foi o último número mesmo? PAC 4 ou PAC 5? Ah! Foi o PAC 2, como se fizesse diferença.
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