Por: Redação / Web Amazônia
22/07/2010 às 11h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O secretário Marcelo Corrêa decidiu ‘disciplinar’ o horário de ensaio de bandas e fanfarras em Santarém. A portaria foi baixada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente que acatou denúncias por possíveis ‘abusos’ praticados pelos membros de bandas.
A portaria prevê punições e multas para quem descumprir as normas estabelecidas pelo titular da pasta.
Os representantes das bandas, grêmios estudantis e alunos não gostaram nada da decisão e justificam dizendo que há muitos anos os ensaios são realizados e nunca tiveram problemas com a vizinhança dos locais onde os estudantes se reúnem para ensaiar com todos os participantes.
A portaria estabelece que os ensaios devem ser feitos durante três dias da semana, de segunda a sábado, e não podem durar mais de duas horas, cumprindo o seguinte período: 08 horas e 12 horas ou 14 horas às 19 horas.
Os concursos de bandas e fanfarras também têm prazo para ser realizados, conforme a portaria da Semma: 30 de setembro.
Nota do Blog - Há quem questione essa decisão do secretário de Meio Ambiente, que ao invés de impedir um movimento antigo, que historicamente reúne estudantes de todas as classes sociais do município em uma atividade saudável, deveria se preocupar em disciplinar os abusos cometidos pelos carros de propaganda volante, que não cumprem a lei e causam poluição sonora às vistas das autoridades municipais, que se omitem diante de tanta irregularidade.
O secretário Marcelo Corrêa também precisa mostrar rigor em suas decisões contra aqueles que provocam sérios danos ao meio ambiente. As grandes serrarias da cidade estão poluindo o ar que a gente respira e ninguém faz nada.
Outro exemplo de omissão da Secretaria é com a granja Avis Pará cuja fumaça que exala diariamente de suas caldeiras provoca um fedor insuportável.
A granja está tentando a renovação de sua licença ambiental. Não será nenhum espanto se a secretaria conceder a autorização para que a empresa continue causando mal estar à população.
A lei deve servir para todos e não apenas contra aqueles que não têm voz para se defender.
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