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Manifesto público reforça luta pela plebiscito

Manifesto público reforça luta pela plebiscito

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
03/08/2007 às 17h09 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), juntamente com pelo menos outras 20 associações comerciais do Pará, lançou esta semana um manifesto público de apoio à realização do plebiscito para a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. O documento, que está tendo a adesão de diversas entidades e instituições da sociedade, vai ser lançado no dia 13 de agosto, na sede da ACES, às 16 horas, e contará com a presença das entidades e autoridades que assinam o documento e de lideranças sociais que lutam pela criação de novas unidades federativas.

O manifesto é uma resposta à campanha deflagrada por setores da Capital do Estado, que querem impedir a realização do plebiscito. O objetivo é agregar o maior número possível de organizações sociais e o poder público em diversos municípios paraenses. E reforça ainda mais a luta para que o Congresso Nacional aprove a realização da consulta plebiscitária que vai decidir pela redivisão territorial do Pará. Cada associação ficou responsável, eu seu município, de buscar a adesão das outras organizações sociais.

No documento, as entidades da sociedade civil manifestam explícito apoio à realização de consulta plebiscitária sobre a criação dos novos estados e, ao mesmo tempo, pedem aos deputados federais e senadores do País que votem e aprovem, o mais breve possível, os projetos que tramitam no Congresso e que autorizam a realização do plebiscito. “Uma sociedade justa, moderna e democrática só pode ser construída se os cidadãos tiverem respeitado o direito de decidir sobre os destinos dessa mesma sociedade”, diz o manifesto.

O manifesto diz ainda que lutar para impedir a realização do plebiscito é tolher a liberdade democrática dada aos cidadãos brasileiros pela Constituição. “É impedir que se tenha a chance de optar por um novo modelo de desenvolvimento, que integre ao invés de afastar, que divida ao invés de concentrar e que traga progresso ao invés de pobreza e isolamento”, destaca o documento.

Diz ainda que os que defendem a redivisão territorial do Pará não querem nem nunca quiseram impor os novos Estados, mas sofrem durante anos com a imposição de um território continental, cuja administração - centralizada – foi incapaz de responder aos anseios por uma vida digna.

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