Por: Redação / Web Amazônia
07/08/2007 às 10h50 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O Ministério de Minas e Energia deverá encaminhar nesta semana à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a modelagem do edital do leilão da hidrelétrica de Santo Antônio, a primeira das duas usinas do Rio Madeira a ter sua concessão colocada em disputa.
Essa modelagem vem sendo aguardada ansiosamente pelas empresas que já manifestaram interesse em entrar no bilionário projeto Madeira, uma vez que trará, oficialmente, qual é a proposta do governo para a organização dos consórcios que disputarão o leilão.
O tema é delicado, envolve algumas das maiores empresas do País, e vem sendo acompanhado de perto, no Palácio do Planalto, pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o que demonstra o cuidado com que o governo procura conduzir o assunto.
A questão-chave é a da participação das estatais do sistema Eletrobrás nos consórcios que disputarão o leilão.
A idéia inicial do governo, manifestada pelo ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, antes mesmo de o Ibama liberar a licença ambiental das usinas do Madeira, era de retirar as estatais do sistema Eletrobrás do leilão, oferecendo a qualquer que fosse o vencedor a possibilidade de se associar, posteriormente, ao grupo estatal, que teria no máximo 49% de participação no empreendimento.
O objetivo alegado pelo governo era o de equilibrar a disputa e aumentar a concorrência. A questão é que Furnas - que é uma das subsidiárias da Eletrobrás - já havia assinado um acordo com a Odebrecht para realizar conjuntamente os estudos técnicos do Madeira e também para disputar os leilões em parceria.
Ao governo, chegaram informações de que, para manter a sociedade com Furnas, a Odebrecht estaria disposta até a recorrer à Justiça.
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