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‘Acorda Santarém’ dormiu no ponto

‘Acorda Santarém’ dormiu no ponto

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
28/09/2010 às 12h24 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Com um número inferior a cem pessoas, o movimento denominado ‘Acorda Santarém’ não alcançou o objetivo planejado, que era despertar a atenção da sociedade santarena contra, segundo os organizadores do evento, os desmandos administrativos supostamente praticados pelo governo da prefeita Maria do Carmo.

Os organizadores do movimento buscam agora encontrar explicações para o fracasso do manifesto popular nesta terça-feira. Na noite anterior, um carro abarrotado de panfletos apócrifos foi apreendido e o líder comunitário Francisco Barbosa preso e conduzido à delegacia de Polícia Civil. Outras três pessoas também foram detidas.

Na manhã de hoje (28), alguns ônibus que trariam as pessoas dos bairros mais distantes à praça São Sebastião, segundo ainda os organizadores do evento, foram impedidos de sair da garagem das empresas, frustrando assim a participação de mais gente ao movimento.

Enquanto isso, na Prefeitura, a agenda de compromissos da prefeita foi cancelada e Maria do Carmo nem apareceu por lá.

Na Câmara, destino final dos manifestantes, apenas dois parlamentares compareceram em plenário. O presidente da Câmara, José Maria Tapajós recebeu os líderes do movimento.

Do lado de fora do prédio, homens da PM armados até os dentes faziam a segurança do local. Havia também policiais militares rodeando a sede do governo municipal, como se aguardassem um ataque popular.

Aliás, a PM estava em número quase superior aos manifestantes.

Infiltrados entre os populares, policiais a paisana monitoravam os ‘cabeças’ do manifesto.

Também havia seguranças de uma empresa particular que presta serviço de segurança à PMS cercando as pessoas, que ao longo do trajeto se pronunciaram de forma pacífica.
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