Domingo, 08 de Novembro de 2026
26°C 37°C
Santarém, PA
Publicidade
Anúncio

Enquanto autoridades discursam na COP-29, Pará está em chamas, alerta MPF

MPF aponta que discrepância entre discurso e prática coloca em xeque a seriedade do compromisso do Estado do Pará com o meio ambiente e clima

Por: Redação / Web Amazônia
18/11/2024 às 21h40
Enquanto autoridades discursam na COP-29, Pará está em chamas, alerta MPF

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a cobrar das autoridades a adoção de medidas urgentes para o combate às queimadas no Pará. Os pedidos de providências, que reforçam uma série de requerimentos já feitos pelo MPF nos últimos meses, foram encaminhados a órgãos públicos estaduais e federais nesta segunda-feira (18).

Conforme aponta o MPF, apesar das iniciativas anunciadas pelos governos estadual e federal para combater os megaincêndios, como o Plano Estadual de Ações para Estiagem, Queimadas e Incêndios Florestais e o projeto Prevfogo, a realidade prática revela insuficiência na execução e coordenação das medidas propostas.

Silhueta de uma pessoa em primeiro plano com chapéu, observando um incêndio florestal ao fundo. O fogo consome a vegetação, iluminando a cena com tons alaranjados, enquanto o céu é escuro.Tendo em vista dados que mostram focos de incêndio por todo o território paraense, as procuradoras e procuradores da República que assinam os ofícios ponderam que “a propaganda do Estado do Pará em relação às ações de combate às queimadas, especialmente durante a 29ª Conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática (COP-29), no Azerbaijão, é, no mínimo, irresponsável”.

Discurso e prática discrepantes – O MPF ressalta que a discrepância entre o discurso e a prática do governo coloca em xeque a seriedade do compromisso do Estado do Pará com a preservação ambiental e com o combate verdadeiro às mudanças climáticas. Enquanto isso, alerta, as queimadas têm resultado em devastação ambiental e em graves impactos às comunidades locais, principalmente aos povos indígenas e às demais comunidades tradicionais.

O MPF destaca a necessidade de ações mais robustas por parte dos governos estadual e federal para reverter este cenário catastrófico. Para o MPF, é fundamental que o Estado do Pará e o governo federal assumam um papel mais ativo e responsável no combate às queimadas, implementando medidas eficazes de prevenção, fiscalização e punição de infratores. “A omissão se configura como uma grave negligência em relação à proteção Fogo intenso consumindo arbustos e vegetação, com chamas altas e cores vibrantes alaranjadas. Folhagens verdes aparecem parcialmente no canto inferior esquerdo.ao meio ambiente e à saúde da população”, frisam os membros do MPF nos ofícios enviados nesta segunda-feira.

Às autoridades dos governos estadual e federal também foi encaminhado um panorama da atuação do MPF no combate às queimadas. Os casos citam terras indígenas e quilombolas – incluindo áreas em que mais de 2 mil hectares (cada hectare equivale a um campo de futebol) já foram consumidos pelas chamas –, a impossibilidade de que o fogo seja combatido apenas pelas equipes de brigadistas das comunidades e os impactos que as famílias vêm sofrendo. Sobre esses casos, os órgãos responsáveis têm encaminhado, ao MPF, respostas evasivas e insuficientes.

Resumo das cobranças – O MPF cobrou informações e ações de diversos órgãos. As solicitações foram, em resumo, as seguintes:

• ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama): apresentação de medidas adotadas, recursos empregados e planos de combate aos incêndios, com foco em territórios indígenas e uso do Prevfogo financiado pelo Fundo Amazônia;

• ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio): informações sobre providências tomadas e planos para combater incêndios em unidades de conservação e territórios indígenas;

• ao Corpo de Bombeiros Militar do Pará: detalhes sobre ações, brigadistas e equipamentos enviados;

• Incêndio noturno em área de palmeiras, com chamas alaranjadas intensas ao fundo. Em primeiro plano, veículos estacionados e pessoas observando a cena.à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai): assistência às comunidades indígenas afetadas, incluindo fornecimento de itens essenciais e elaboração de planos de combate aos incêndios;

• à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Estado do Pará (Cedec): medidas para segurança e bem-estar das comunidades tradicionais, com ênfase em segurança alimentar;

• à Polícia Federal e à Força Nacional: envio de planos de ação e realização de diligências para apuração dos fatos;

• ao governo do Estado do Pará: relatórios sobre combate aos incêndios, transparência nos recursos empregados e resultados alcançados;

• ao Ministério dos Povos Indígenas e à Secretaria Estadual dos Povos Indígenas: plano emergencial para reduzir os impactos socioambientais;

• ao Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: monitoramento dos incêndios nos territórios afetados.

Fonte: MPF

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Alerta Há 3 semanas

No Acre, criança de 11 meses tem leve melhora, mas segue em estado grave na UTI após sarampo e queda de maca

Último exame deu negativo para o vírus, mas bebê continua intubado em Rio Branco; segundo a Secretaria de Saúde do Acre, menina enfrenta complicações de traumatismo cranioencefálico.

Diva! Há 3 semanas

Theulyn Reis leva a lenda do Curupira ao baile de Halloween da Sephora e destaca a cultura amazônica

Com fantasia assinada pelo estilista paraense Fabrício Neves, influenciadora de mais de 21 milhões de seguidores,  transforma personagem do folclore brasileiro em símbolo de representatividade nortista

Queimadas na região Há 4 semanas

Justiça Federal dá 10 dias para União, Ibama, Pará e Amazonas explicarem ações contra queimadas

Decisão ocorre após ação popular alertar para aumento de 240% nos focos de incêndio em setembro e fumaça tóxica no oeste do Pará e no Amazonas. Pedido de liminar imediata foi negado.

Garimpo ilegal Há 4 semanas

Justiça abre ação penal contra dez suspeitos de negociar ouro ilegal no Pará

Investigação da Operação Ricezione identificou fraude com documentos e transporte de ouro extraído de garimpos clandestinos; Justiça manteve bloqueio de bens e ativos e sequestro de aeronave

Crime organizado Há 7 meses

Fuzil e munições são apreendidos pela PF em garimpo ilegal no Pará

Além das apreensões, os agentes também inutilizaram uma série de equipamentos utilizados na extração ilegal de ouro, incluindo aproximadamente dois mil litros de combustível, motores, embarcações e peças de dragas.

Lenium - Criar site de notícias