Por: Redação / Web Amazônia
01/10/2010 às 09h36 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
As irmãs Raimunda Lima Santos, 53, e Maria Lailza Lima dos Santos, 50, que mataram em 13.12.1997, à facadas, Rilson Diniz dos Santos, à época com 38 anos, foram condenadas, na noite de ontem (3), por terem praticado o excesso culposo em legítima defesa, tese defendida pelo MP e pela Defensoria Pública.
Apesar de no final terem chegado a um consenso, o promotor público Rodrigo Aquino Silva e o defensor público Fabiano de Lima Narciso travaram um debate aguerrido num júri que durou 14 horas. O crime de homicídio qualificado acabou sendo desclassificado, e o juiz Gérson Marra Gomes aplicou a pena de 02 (dois) anos de detenção em regime aberto.
A vítima era companheiro da primeira ré e espancou-a quando ela ainda estava grávida. Para se defender, Raimunda Lima aplicou-lhe facadas e sua irmã também a socorreu. Por cometerem o excesso no uso da legítima defesa, não foram absolvidas de imediato. Uma terceira ré, Maria Gorete Lima deveria ser julgada nesta data, mas recorreu da sentença de pronúncia e aguarda decisão do TJE.
O próximo júri será na terça-feira, 05 de outubro, quando o réu preso Jarlisson de Almeida Moraes, o Bemerval, volta a ser julgado pelo tribunal pelo crime de homicídio qualificado, tendo como vítima Daniel do Livramento Teixeira, crime ocorrido em 2006. Jarlisson foi condenado no início de agosto pela 10ª Vara, por uma Tentativa de Homicídio. O promotor Rodrigo Aquino atuará na acusação e os advogados Celso Furtado e Noemi Coelho atuarão na defesa.
João Georgios Ninos
Analista Judiciário e Jornalista
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