01/10/2010 às 15h52Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Os trotes feitos diariamente ao Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), em Santarém, têm sido constantes e prejudiciais ao trabalho dos órgãos de segurança pública que atendem as ocorrências informadas pela instituição.
Os trotes são brincadeiras que acabam por prejudicar todo o sistema de segurança pública e, segundo o coordenador do Ciop, capitão Valério, não vão acabar nunca.
Segundo ele, toda vez que uma viatura é deslocada para atender uma falsa ocorrência deixa desguarnecido um local que realmente está precisando de atendimento ou uma pessoa que busca socorro naquele exato momento. Essas brincadeiras geralmente são feitas por crianças, mas adultos também praticam esse ato criminoso.
Implantado em Santarém em setembro de 2008, o Ciop busca ferramentas que possam ajudar a reduzir os índices de trotes feitos através do 190. Na central do órgão, trabalham 26 pessoas, divididas em quatro turnos, número considerado insuficiente para atender a demanda de chamadas feitas diariamente.
De acordo com o artigo 266 do Código Penal, trote é crime e o infrator pode ser penalizado com até três anos de detenção. Se partir de um menor de idade, os pais ou responsáveis também estão sujeitos à penalidade imposta pela Lei.
A prática também causa prejuízos que vão desde as despesas com o acionamento de equipes para ocorrências falsas até, o que é pior, ao retardamento ou não-atendimento às pessoas que realmente precisam de socorro.
A maioria das ligações falsas feitas ao Ciop é originada de telefones públicos, o que dificulta na identificação dos autores dos trotes.
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