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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
04/10/2010 às 19h08 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Ambos os institutos de pesquisas indicavam vitória da petista no primeiro turno. Porém, dois fatores não contribuíram: a explosão Marina (19 milhões de votos) no dia eleitoral e os 25 milhões de votos em abstenções. Numa classificação geral Marina Silva terminaria em quarto. Entretanto a grande derrota foi sem dúvida a de Dilma Rousseff, que já nomeava seus ministérios. Ainda assim, ela conta com a hipótese de que num eventual segundo turno quem terminar em primeiro levar mais votos do terceiro. Isso pode acontecer. O problema que Dilma não tem um eleitorado consolidado, os votos recebidos no primeiro turno não são dela, e sim do presidente Lula. O qual deverá repetir todo o mesmo trabalho caso queira eleger sua candidata.

A passagem meteórica de Dilma foi barrada nos estados onde mais se contavam que ela receberia votos, justamente por Marina Silva. Que seguia o presidente Lula, dizendo ser o primeiro Silva e ela seria a segunda. Perdoem-me a ignorância, mas como era o nome completo do presidente Jânio Quadros? Por acaso tinha Horkheimer? Schleiermacher? O discurso ecológico com segundas intenções, afinal, defende-se o rio contra a poluição não pelo rio em sim, mas porque senão o ser humano não terá água. Ou seja, o meio ambiente é mero coadjuvante enquanto o verdismo é para satisfazer outra vez o ser humano. Acerca disso, esse discurso serviu ao menos para barrar a vitória no primeiro turno. Bom ou ruim compete a você responder.

Quem vai levar esse segundo turno? Não sei. Posso apenas dizer que os tucanos saíram vitoriosos, porém, não por méritos deles. Por outro lado a petista teve aquele empate nos acréscimos com saber de derrota. Portanto, o Barcelona vai enfrentar o Grêmio Prudente e nada está confirmado. Pois, a população poderá voltar nos seus mesmos votos, isso senão bater o desespero no PT; como também poderá migrar para o candidato José Serra. Uma coisa é certa, agora não tem como fugir do embate. E nessas horas a oposição tem mais balas na agulha contra o governo, que deverá fugir da campanha de prestação de contas. Logo, o prometer novas coisas fica complicado porque já tiveram oito anos e não realizaram essas novas propostas por quê? Sem contar que a petista é boa para falar de números e estatísticas.

Até o dia 31 deste mês – caso o novo “tapetão” de antecipar a data não vigore – o país respirará segundo turno. A Imprensa que só é boa quando fala bem do governo continuará com a sua cobertura completa. Dessa vez não será aquela colinha enorme diante da urna eletrônica. Vamos ter mais tempo para pensar bem e votar direito. Por fim, o que foi constatado mais uma vez é a perca da identidade brasileira. A cada eleição o Brasil vem se dividindo entre azuis e vermelhos. Não é apenas uma consolidação de dois partidos. Mas de blocos e regiões, que cada vez defendem suas cores. O café com leite se expandiu e tomara que não vire numa guerra civil.

*José de Souza Júnior é articulista do Blog Quarto Poder escreve sempre às segundas
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