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Ponto de vista

Ponto de vista

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
05/10/2010 às 16h52 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O Quarto Poder faz uma análise do desempenho dos candidatos santarenos nestas eleições. Santarém elegeu apenas um deputado federal e teve sua representação na Assembleia Legislativa reduzida de três para dois parlamentares. O resultado nas urnas foi decepcionante para a maioria dos candidatos que acreditavam que já estavam eleitos antes mesmo do início da apuração dos votos. Aliás, bem antes.

Lira Maia – Conquistou o segundo mandato com aprovação total da população do oeste paraense. Em Santarém, foi vitorioso e derrotou o candidato da Prefeitura com enorme vantagem. A prefeita Maria do Carmo tem sua parcela de contribuição na vitória de Maia, que de quebra ajudou a reeleger seu aliado político Alexandre Von. Lira Maia obteve 119.543 mil votos. O deputado disse que dedicará 100% ao exercício parlamentar, defendendo como bandeira, a criação do Estado do Tapajós. Ele não será candidato em 2012.

Carlos Martins – Mesmo tendo a máquina municipal a seu favor, o deputado decepcionou e ficou apenas com a primeira suplência do partido dele. Sua derrota pode ser atribuída à péssima administração de sua irmã, a prefeita Maria do Carmo, que detém alto índice de rejeição popular. Em Santarém, Carlos conquistou 34.345 mil votos e, mesmo com forte poderio financeiro não alcançou o resultado esperado. Precisou buscar fora os votos prometidos pelos irmãos Martins cuja arrogância e autoritarismo refletem diretamente na atual situação do governo municipal. Mas nem tudo ainda está perdido. O PT pediu a recontagem de votos e, se ocorrer conforme o planejado, Carlos Martins pode conquistar o mandato.

Odair Corrêa – Em 2006, o mandato de vice-governador caiu em seu colo por acaso. No exercício de sua função no Executivo, Odair Corrêa protagonizou uma série de episódios lamentáveis, incluindo o escândalo no Banco do Povo, a prática de nepotismo na Vice-governadoria e suas aparições pirotécnicas em Santarém, quando chegava acompanhado de um batalhão de seguranças. O poder subiu-lhe a cabeça. O retrospecto nas eleições mostra que Odair sempre foi ruim de votos. Nestas eleições não foi diferente. Ele teve apenas 8.465 mil votos, dos cem mil esperados. Desempregado a partir de 1º de janeiro, seu futuro político é incerto.

Nel Fernandes – A radialista foi alçada à condição de candidata a deputada federal para preencher os 30% das vagas do partido dela. Auxiliada por dublês de grileiros e testas-de-ferro de madeiros, Nel teve somente 5.507 mil votos. O resultado já era esperado.

Surdão – O ex-goleiro do São Raimundo foi lançado candidato a deputado federal por um farofeiro metido a marqueteiro e conhecedor de política, que nas últimas eleições têm conseguido apenas destruir financeiramente a vida de políticos já falidos. Bancado por um ex-prefeito, Surdão recebeu 392 votos.

Maike Vieira – Sem nenhuma chance de vitória, Maike foi mero coadjuvante nesta campanha para deputado federal pelo PSOL. Seus votos (60) falam por si e analisam bem o seu desempenho nas urnas. Deve dedicar-se mais à vida estudantil daqui pra frente.

Deputado Estadual
Alexandre Von – Na dobradinha com Lira Maia, o deputado tucano garantiu o segundo mandato na Assembleia. Von obteve 44.837 mil votos, que lhe credenciaram a disputar a Prefeitura de Santarém em 2012. Alexandre Von é, portanto, o candidato do PSDB nas eleições municipais.

Antonio Rocha – Recordista absoluto de mandatos de deputado estadual por Santarém, Antonio Rocha superou nas urnas não somente os adversários como também antigos aliados, que torciam contra ele. A briga com Maurício Corrêa, no entanto, lhe chamuscou a campanha, mas não foi suficiente para lhe tirar a reeleição. Ele obteve 28.977 mil votos. Se depender dele, o PMDB deve expulsar José Maria Tapajós e Maurício da legenda.

Reginaldo Campos – Fé o candidato mostrou ter de sobra, o que lhe falta, no entanto, é controlar a ambição pelo poder político, que tanto o seduz. Na sua segunda campanha a deputado estadual, o vereador Reginaldo Campos pecou pelo excesso de confiança. Ele acreditava cegamente que somente o apoio dos evangélicos seria suficiente para lhe garantir a vitória. Não foi e mais uma vez ficou na suplência com seus 22.898 mil votos. 


Nélio Aguiar – Apesar da simpatia e humildade, o vereador Nélio, que também foi para sua segunda campanha, esqueceu de um detalhe importante: a desunião da colônia cearense em Santarém. Apesar de a grande maioria confirmar apoio à sua candidatura, nem todos votaram nele, preferindo Hilton Aguiar. A dobradinha com Helenilson Pontes ainda não decolou no município, além disso, o candidato a vice na chapa tucana, ainda não tem respaldo político para angariar votos pra ninguém. Os votos conquistados por Jatene no município não têm suas digitais. Ao contrário do que aconteceu com Lira Maia e Alexandre Von que formam uma dupla vencedora desde 2000. Nélio ainda sonha em obter o mandato. O vereador quer a vaga de João Salame no tapetão. Votação de Nélio: 19.151 mil votos.

Bruno Pará – Talvez a maior decepção destas eleições. A mega-estrutura montada pelo partido dele assombrou os adversários e impressionou também o eleitor de vários municípios por onde passou. Mas não passou disso. Faltou escolher melhor seus marqueteiros, cobrar mais profissionalismo das pessoas envolvidas em sua campanha e por o pé no chão. Alçou voos além de sua condição e experiência política. O resultado foi desastroso: 10.045 mil votos e a 98ª posição na lista dos cem candidatos mais votados no Estado.

Márcio pinto – Mais uma vez, Márcio Pinto decepcionou nas urnas. Ainda não tem força política para arregimentar votos em grandes proporções. Mas pode continuar tentando. Sua votação: 7.579 mil votos.

Marcela Tolentino – Convocada para ajudar o colega de partido, Bruno Pará, Marcela Tolentino teve votação surpreendente nestas eleições. Sem poder contar com o mesmo aparato do companheiro de chapa, a enfermeira obteve expressivos 7.292 mil votos. Mostrou que tem prestígio.

João Paiva – O ex-vice-diretor do presídio de Cucurunã trocou o emprego que lhe foi dado por indicação política para disputar o cargo de deputado estadual e fracassou. Sua votação foi uma das piores entre todos os candidatos santarenos. Auxiliado por assessores de araque, Paiva recebeu apenas 1.955 mil votos.

Joaquim Hamad – O piloto Joaquim Hamad é viciado em eleição. Porém, ele precisa se livrar dessa dependência, que já está lhe desgastando a imagem e causando descrédito junto à população. Ele se candidatou apenas para fazer escada para o deputado Carlos Martins e também livrar alguns trocadinhos. Mostrou que seu prestígio político cresce igual rabo de cavalo. Seus votos nem aparecem computados no site do TSE. Ele está na relação de candidatos sub judice.
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