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Exploração sexual de crianças cresce em Santarém

Exploração sexual de crianças cresce em Santarém

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
09/10/2010 às 09h35 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Crescem de maneira assustadora e preocupante, os casos de exploração e violência sexual contra crianças e adolescentes no município de Santarém. Números fornecidos pelo Conselho Tutelar apontam índices cada vez mais alarmantes. De janeiro a setembro deste ano, o órgão tomou conhecimento de 14 casos de abusos sexuais e estupro contra meninas e meninos.

As informações repassadas pela coordenação do CT apontaram também três registros de exploração sexual e cinco casos de prostituição envolvendo menores no mesmo período. Nos últimos três anos, crimes desta natureza têm sido registrados com frequencia comum no Conselho, que busca meios para evitar o surgimento de novos casos.

Mas como conter o avanço desse crime que destrói vidas inocentes? Para o coordenador do Conselho Tutelar, Eder Riker, o meio mais eficaz é o trabalho conjunto dos órgãos de proteção à criança e adolescente e o engajamento de toda sociedade, no sentido de proteger as vítimas. Além disso, toda forma de abuso praticado contra crianças deve ser denunciada às autoridades, pois somente assim é possível punir os abusadores.

Sobre os casos de exploração sexual de crianças e adolescentes registrados no Conselho Tutelar, o coordenador ressaltou que a maior incidência desses crimes é verificada com a conivência da própria família das vítimas, que ficam expostas a todo tipo de abuso e violência. Em praticamente toda cidade ocorrências desse tipo são denunciadas ao órgão. "Não temos como atender a todas as ocorrências, pois sofremos de carência de pessoal", abreviou Elder.

Frequência -  Diariamente, o Conselho Tutelar de Santarém registra uma média de 10 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. Alguns casos, por exemplo, têm o envolvimento de menores com droga. Por falta de um espaço apropriado para acolher as vítimas, o órgão se vê de mãos atadas para atuar de maneira mais efetiva e eficaz. "Nossa estrutura é limitada e nos impede de agir com ações que possam garantir a integridade dessas vítimas", observou o conselheiro, que insiste em afirmar que é preciso maior participação e consciência da sociedade, além de um trabalho conjunto de todos os órgãos de segurança do município para tentar reduzir esses índices cada vez mais alarmantes.

A maioria dos casos de exploração sexual é de conhecimento da família e só chega ao conhecimento do Conselho Tutelar através de denúncias feitas por parentes, vizinhos ou pelas próprias vítimas. É comum observar, principalmente nos finais de semanas, em clubes e bares da cidade, a presença de menores acompanhando adultos. Geralmente, no caso de meninas, elas são aliciadas por homossexuais, que atuam como agenciadores.

A falta de fiscalização dos órgãos de proteção a juventude é fator determinante para o aumento de casos de exploração sexual de menores na cidade. Os danos provocados às vítimas submetidas a essa prática nefasta são irreparáveis, portanto, faz-se necessário criar mecanismos que possam coibir esse crime e colocar atrás das grades os aliciadores.

Muitos adolescentes se envolvem com a prostituição infantil convencidos por amigos mais velhos, ou em torca de bebida e droga. A falta de estrutura familiar é sem dúvida a ponta do iceberg desse mal cada vez mais comum em nossa sociedade.

Em 2008, por exemplo, foram registrados mais 1.771 casos de violência contra crianças e jovens, sendo deste total, 44 casos de abusos sexuais; seis casos de exploração sexual; 17 de prostituição infantil e 26 registros de aliciamentos de menores. De lá pra cá, esses números têm sido cada vez mais elevados.
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