11/10/2010 às 09h18Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O segundo turno já começou. Resta avisar a candidata do governo que continua caindo na popularidade do brasileiro. Hoje sua taxa de rejeição está na casa dos 70% e continua sem o voto feminino. O que será que aconteceu com ela? Talvez a transposição de votos do presidente Lula bateu no teto. Hoje Dilma Rousseff só se salva pelo nordeste e pelo eleitorado de baixa renda. Em tese foram os erros do PT. Como de costume os escândalos; ou tem cargos públicos ou tem dinheiro público na história. Por fim as declarações: primeiro Dilma não se apresenta como religiosa; agora reza um terço todo dia – principalmente quando esta sendo fotografada/filmada. Segundo é a favor do aborto; agora fala do valor de ser mãe e do amor para com as “criancinhas” – para uma ex-guerrilheira ou guerrilheira o que é um abortinho?
O eleitorado feminino continua sem uma identificação com Dilma. Um ponto a se analisar que a experiência de Dilma na política são em temas que não interessam ao eleitorado feminino – como estradas, hidrelétricas, PAC, números... números... Sendo que a imagem de uma mulher na política, construída em Dilma, esta muito fria. Até tentaram resgatar um lado materno nela, entretanto, sua fisionomia é diferente de tantas mulheres que ocupam cargos pré-estabelecidos pela sociedade como de masculinos – sou a favor de direitos iguais e contra essa mentalidade que dizem existir emprego só de homens. Por fim, Dilma poderá ser a primeira mulher na presidência, porém, será mandada por um homem – no fundo não é dado nenhum passo de avanço, e sim de retrocesso e de submissão feminina ao futuro ex-presidente.
Ainda temos preciosos dias de campanha eleitoral. Os temas polêmicos que estavam hibernados no primeiro turno começam a ser despertados. Privatização! É um fantasma que FHC e Lula carregam. Sem a privatização dos telefones estaríamos utilizando orelhões com fichas. Sem os 2.600 quilômetros de estradas federais privatizadas pelo Lula estaríamos desolados. Por conseguinte, um privatizou a Vale e o outro acaba de “capitalizar” a Petrobras. Sem contar que Lula andou “privatizando” o Banco do Brasil no exterior. Todavia, numa conjuntura globalizada privatizar é levantar investimentos. É favorecer ao setor privado uma concorrência, ou seja, se só o governo respondesse por um produto, porque ele iria investir da forma que duas empresas adversárias investem?
Por outro lado, José Serra de 32,61% nas urnas aparece com 47% em intenções de votos. Subindo 44% enquanto sua adversária cresceu 15%. Nesse primeiro momento, podemos dizer que Serra conseguiu o eleitorado de Marina Silva. Como podemos também constatar que a margem de erro das pesquisas foram de cinco pontos para mais ou para menos – ao conferir com as urnas. Logo, nos votos válidos e utilizando a comparação de pesquisas e resultado das urnas, José Serra teria 46% e Dilma 43%. Isto são hipóteses e um questionamento sobre as pesquisas. Outro fato que me pergunto: como podem afirmar que o presidente Lula tem 80% de aprovação de governo, sendo que sua candidata não conseguiu 50% dos votos? Se for verdade que Lula tem essa popularidade toda, as pessoas deveriam confirmar o que dizem e querer continuar com o mesmo governo. Doravante, apenas 47% votaram em Dilma, logo, a real popularidade do presidente Lula é de 47%. Quem discorda disso é por que vê Dilma como água e Lula como óleo. É preciso misturar-se rapidamente, ou entregarão uma eleição que estava ganha para o adversário José Serra.
*José de Souza Júnior é articulista deste blog e escreve sempre às segundas-feiras. [email protected]
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