11/10/2010 às 12h15Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, revelou que nos últimos nove anos, a maioria dos migrantes que chegaram ao Estado do Amazonas é oriunda dos estados do Pará, Maranhão e Ceará.
Em 2009, havia 221 mil paraenses, 51 mil maranhenses e 47 mil cearenses. A colônia paraense residente no compreende a 6,39% da população, que é de aproximadamente 3,3 milhões de pessoas.
Nos últimos nove anos, a maioria dos migrantes que chegaram ao Amazonas foi proveniente dos Estados do Pará, Maranhão e Ceará, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, em 2001 havia 154 mil paraenses, 30 mil maranhenses e 27 mil cearenses vivendo no Amazonas. Durante esse período, o número de pessoas vindas desses três Estados continuou liderando o ranking.
De acordo com o chefe de disseminação do IBGE no Amazonas, Adjalma Jaques, o mercado de trabalho é o principal atrativo para que pessoas de outros Estados passem a viver no Amazonas. A população de migrantes economicamente ativa em 2009 era de 11,74%.
Segundo a cientista social Izabelly Cruz, não se pode afirmar que há somente um único fator responsável pelo aumento da migração. Entretanto, um dos principais elementos que contribuem para essas estatísticas é o aspecto econômico da região.
“O Amazonas é um Estado que pela grande possibilidade de prosperidade econômica, seja na Zona Franca de Manaus ou em outros setores, dentre eles a construção civil, atrai bastante os migrantes com a promessa de uma melhor qualidade de vida”.
Além de migrantes das Região Norte e Nordeste do País, o número de paulistas que chegam ao Estado também cresceu aos longos dos últimos nove anos. De acordo com a PNAD, em 2001, havia no Estado cerca de 8 mil paulistas. Em 2009, esse número aumentou para 14 mil.
Izabelly Cruz ressaltou a falta de preparo dos Estados para receber a grande quantidade de migrantes. “Não há como prever um contingente migracional. E por isso, os Estados, em geral, não estão preparados para receber um grande número de migrantes, o que acaba se convertendo em problemas estruturais para as cidades, como moradia, saúde, educação, lazer, sendo um desafio ainda maior para os gestores públicos”.
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