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14 anos sem Renato Russo

14 anos sem Renato Russo

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
11/10/2010 às 21h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Catorze anos após o fim da banda, Legião Urbana vende 20 mil cópias por mês. Fenômeno semelhante no mercado brasileiro só é visto com os Beatles.

Contrariando a máxima de que até Coca-Cola precisa de comercial para continuar vendendo, Legião Urbana aposta seu marketing na força de canções que continuam a conquistar os jovens, identificados com os versos de autoria de Renato Russo.

Catorze anos após a morte do poeta e mentor do Legião, as canções permanecem embalando a juventude, como hinos de protesto ou de romances. Os discos do grupo, que fez seu primeiro show em 1982, ainda estão entre os mais vendidos em sua gravadora, a Emi Music, e suas músicas continuam configurando em listas das mais executadas nas rádios brasileiras.
Uma pesquisa recentemente divulgada pela Ovi by Nokia, marca de serviços para internet, aponta que o grupo nacional campeão de downloads no País é ele, o Legião Urbana. O grupo, também integrado por Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, se desfez em 1996, com a morte do vocalista e seu principal compositor, Renato Russo, vitimado pela Aids. Ou seja, o Legião não chegou a pegar a fase da popularização da internet enquanto esteve no auge do sucesso. Mas se perpetuou com a geração seguinte.

De acordo com dados fornecidos pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), durante o ano de 2009, entre os autores que mais arrecadaram com execução pública de suas obras, Renato Russo ocupa a 43ª. posição, à frente de nomes como Seu Jorge e o também já falecido Dorival Caymmi.

Segundo Luiz Garcia, gerente de marketing da gravadora responsável pela comercialização do grupo, o Legião vende cerca de 20 mil cópias por mês, entre todos os produtos do catálogo da marca. O que é um feito e tanto, em um mercado fonográfico cada vez mais diminuto devido à pirataria e ao comércio de músicas online. Para tanto, nem é preciso uma ação de marketing forte. “É mais fácil vender o Legião do que qualquer outro. De vez em quando fazemos campanha de preço, dispondo de três CD’s a preço de dois. Mas nem precisa tanto. Entre artistas que já não produzem inéditas, só os comparo aos Beatles, que também vendem sem precisar de esforço”, afirma. Matéria publicada no site Último Segundo no dia 21/09/2010
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