Por: Redação / Web Amazônia
19/10/2010 às 19h15 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O baixo preço das terras no Pará foi um dos atrativos para que o rizicultor e deputado federal eleito Paulo Cesar Quartieiro (DEM) decidisse iniciar na Ilha do Marajó, no Estado do Pará, sua plantação de arroz. Os maquinários agrícola, que antes eram utilizados para o plantio de 5 mil hectares de arroz e de mais de 2 mil hectares de soja nas fazendas Providência e Depósito, na área indígena Raposa Serra do Sol (RR), já estão sendo transferidos para o território paraense.
Depois de quase um ano procurando local para trabalhar em Roraima e ainda ter tentado viabilizar uma alternativa de produção na Guiana, que também não prosperou, surgiu a oportunidade de seguir para o Pará, apesar de o clima ser mais desfavorável para a plantação da cultura.
O rizicultor pretende trazer apenas parte do maquinário para o Pará, pois ainda aguarda o reassentamento e a indenização pelas terras que ele desocupou, após a confirmação do Supremo Tribunal Federal (STF) de que a área pertencia aos indígenas.
Ele afirmou que ainda deseja voltar a produzir em Roraima. "Quero voltar a produzir aqui, estamos esperando que a situação no estado mude e que nos permita reiniciar a plantação. Agora, como deputado federal, a gente tem mais força para isso".
Quartieiro afirmou também que seu "destino está ligado a Roraima". Ele continuará morando no Estado, por conta do seu cargo de deputado federal. Uma das apostas do deputado federal eleito para o desenvolvimento do estado é o projeto Renasce Roraima, que será uma de suas principais bandeiras assim que iniciar seu mandato.
O projeto visa à integração do Brasil - através de Roraima - com os países vizinhos: Guiana e Venezuela. A iniciativa seria como uma espécie de troca entre os países visando à produção. Nas áreas de várzea da Guiana, especificamente do rio Maú até o rio Rupununi, se plantaria arroz. A vasta área de planície de campos baixos, que se encontra abandonada, é propicia para a plantação das culturas por chover pouco.
Em contrapartida, se produziria em Roraima soja e milho para exportação, já que o clima seco favorece o cultivo das culturas e os guianenses necessitam do tipo de alimento. A Venezuela entraria como fornecedora de insumos, como combustível e calcário.
Com informações do jornal Folha de São Paulo
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