Por: Redação / Web Amazônia
23/10/2010 às 21h14 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Carros de propaganda volantes contratados para trabalhar no município na campanha da governadora Ana Júlia Carepa, candidata do PT à reeleição ao governo do Pará, nos últimos dias, têm feito ensurdecedora divulgação da inauguração do novo pronto socorro municipal de Santarém, anunciada para a próxima segunda-feira.
Por toda cidade, a propaganda dá ênfase ao investimento feito pelo Estado para a construção desta unidade de saúde, que virou o alvo central dos coordenadores da campanha da governadora para tentar angariar mais votos à sua candidatura.
No primeiro turno, em terras mocorongas, Ana Júlia recebeu pouco mais de 30 mil votos, 36.296 para ser mais exato. Há mais de dois anos que os trabalhos para a conclusão da obra do novo PSM caminhavam em passos de cágado, sendo acelerados somente agora, restando poucos dias para a realização do segundo turno das eleições, no dia 31 de outubro.
Fica evidenciado, neste caso, o uso da máquina pública pela candidata do PT, fazendo desta obra o seu principal palanque eleitoral em Santarém. Nunca é demais lembrar que a construção do novo PSM teve início no dia 3 de julho de 2008 e, conforme consta na placa indicativa da obra, ela deveria ter sido concluída num prazo de oito meses.
A empresa responsável pelo empreendimento é a Estacon Engenharia S.A., que agora corre contra o tempo para concluir os arremates e entregar a ‘encomenda’ no prazo determinado pelo governo petista, ou seja, na semana que antecede o 2º turno.
Mas não é apenas o setor da saúde alvo da cobiça eleitoreira de Ana Júlia em Santarém. Outras áreas também estão recebendo um, por assim dizer, ‘choque’ de incentivo. A promessa de que todos os setores públicos do Estado no município receberão investimentos maciços no seu segundo mandato é a principal tônica nas conversas entre chefes de repartições e servidores ‘braçais’.
Conforme apurou a reportagem do QP, praticamente todos os funcionários do Estado lotados em órgãos no município receberam orientações expressas sobre como devem proceder na reta final da campanha política do PT.
Por falta de fiscalização dos órgãos eleitorais, o palanque eleitoral de Ana Júlia se alicerça com recursos públicos. Expediente proibido pela Justiça.
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