Por: Redação / Web Amazônia
01/11/2010 às 15h24 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Um grupo de nove organizações não-governamentais (ONGs) se juntou para iniciar um movimento contra o Complexo Hidrelétrico do Tapajós, que terá usinas que o governo pretende licitar a partir de 2011. De acordo com nota pública de repúdio publicada pelas entidades, o estopim para os protestos é um fato ocorrido em 12 de outubro. Na data, moradores da região que receberá os empreendimentos afirmam ter flagrado técnicos da Eletronorte e da empresa Ruraltecs invadindo propriedades sem autorização para fazer medições e demarcações referentes aos estudos técnicos do projeto.
"Isso resultou em protesto dos moradores que, cansados de serem repudiados pelas empresas, quebraram o marco de concreto instalado pela Eletronorte já há algum tempo", afirma o texto. Segundo a Frente em Defesa da Amazônia, os trabalhadores foram expulsos pela comunidade e registraram Boletins de Ocorrência contra a população local, o que teria causado um clima de "criminalização" na região.
"O povo precisa saber em que pé está o projeto do Complexo Hidrelétrico no Tapajós e o que essas empresas qeurem. Não admitiremos que o governo federal e as grandes empresas privadas passem por cima de nossos direitos, invadindo nossas terras para acabar com nossa fonte de vida, o rio Tapajós", argumentam as ONGs.
As usinas de São Luis do Tapajós, Cachoeira do Caí, Jamanxim, Jatobá e Cachoeira dos Patos, que formarão o complexo, somarão 10.682 MW de potência instalada. A maior delas, São Luiz do Tapajós, com 6.133MW de capacidade, tem a licitação prevista para 2011 e diversos agentes do setor elétrico já manifestam interesse em participar de seu leilão.
O manifesto contra as hidrelétricas é assinado por: Comissão de justiça e Paz dos Direitos Humanos de Itaituba; Movimento Tapajós Vivo; Comissão Pastoral da Terra; Movimento dos Atingidos por Barragens; Pastoral da Juventude; Comunidade do Pimental; STTR de Itaituba; Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade; Frente em Defesa da Amazônia.
Fonte: Jornal da Energia
Luciano Costa
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