BR-163: caminhos e descaminhos em busca da sustentabilidade
BR-163: caminhos e descaminhos em busca da sustentabilidade
Por: Redação / Web Amazônia
03/03/2007 às 11h41Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Considerada uma das últimas fronteiras da Amazônia, o território que compreende a BR-163 vem sendo alvo constante da ocupação desordenada e das atividades rurais, que são realizadas sem planejamento e envolvem a derrubada e a queimada da floresta, além do que têm como conseqüência a perda da biodiversidade, as mudanças climáticas, entre outras. São problemas que causam não só a degradação acelerada do meio ambiente, como ainda geram conflitos sociais na região em torno da rodovia.
Recentemente, o Governo Federal reafirmou a previsão do asfaltamento da BR-163 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), algo que é pauta constante dos movimentos sociais que atuam na área em questão. O trecho que será pavimentado é de mil quilômetros entre Guarantã do Norte no Mato Grosso e Rurópolis e Santarém no Pará, além do aceso a Miritituba (BR-230), também em território paraense.
Para discutir as problemáticas da região, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) realiza entre os dias 6 e 8 de março em Brasília – DF, o seminário “BR-163: Caminhos e Descaminhos em Busca da Sustentabilidade”. O evento que conta com o apoio da União Européia e tem como parceiros o Projeto Diálogos, PROFOR 163, Usaid, NAEA/UFPA, Woods Hole Research Center-WHRC, o Centro de Estudos, Pesquisa e Formação de Trabalhadores do Baixo-Amazonas (CEFT-BAM) e o Fórum dos Movimentos Sociais da BR-163.
Na ocasião, estarão presentes representantes dos governos, dos movimentos sociais e ambientalistas que vão debater os avanços dos trabalhos e pesquisas realizadas e as próximas ações para a conquista da sustentabilidade socioambiental da região sob influência da BR-163 (Cuiabá-Santarém). Também no seminário, serão apresentados os resultados dos últimos quatro anos pelo projeto “Desenvolvimento Sustentável na Cuiabá-Santarém: Reconciliando Crescimento Econômico e Conservação da Floresta em larga Escala”, financiado pela União Européia e executado pelo IPAM, juntamente com outras entidades parceiras.
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