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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
03/11/2010 às 12h24 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16

O domingo do segundo turno certamente terminou entre a noite das bruxas e o dia de todos os santos. Sendo o dia de todos os santos é também o dia de São Nunca. Logo ele resolveu pagar as contas para alguns. Por outro lado é a festa do Halloween. Logo a outra parcela da sociedade foi atormentada com essa tradição. Ademais, estamos em datas de crenças (religiosa e mística). Por fim, o que realmente aconteceu [real] foi à confirmação do quadragésimo presidente da República brasileira. Colocando ponto final de uma longa caminhada eleitoral. Um verdadeiro reality show. Já que é proibido vender votos – necessariamente não quer dizer que isso não aconteceu –, muitos brasileiros se contentaram com a brincadeira de eliminar alguém ou tirar do “paredão”.

Parabéns a primeira mulher na presidência da República Dilma Rousseff. Que através da democracia obteve 56% dos votos [espero que ele nunca se esqueça disso]. O candidato derrota nas urnas com aproximadamente 44 milhões de votos, José Serra, põe um ponto final no seu sonho de ser presidente do Brasil. A idade de Serra já está bem avançada para uma nova eleição presidencial; lembrando ainda que o PSDB possui Alckmin e Aécio Neves como possíveis candidatos em 2014. E falando em idade, a presidenta Dilma também não é nenhuma criança. Ela leva a mais onze milhões de votos do seu concorrente, porém, tem maioria no congresso. Para o PT o forte nome de 2014 é Lula; que vai estar mais velho e consequentemente é negativo para o próprio partido, que começa a sentir falta de juventude na sucessão.

Segundo o site do TSE a abstenção foi 29.194.356 votos. Está mais que na hora de rever o voto obrigatório. Em 1824 escravos e mulheres não votavam; apenas homens que possuíssem bens. Em 1891 as mulheres continuavam não votando; apenas os homens alfabetizados. Já em 1934 os maiores de 18 anos puderam votar, e dessa vez contando com as mulheres também. Na última Constituinte de 1988, o direito ao voto foi prorrogado, entretanto, permanecendo obrigatório. Sem dúvida a história irá analisar esse voto obrigatório como algo de uma falta de liberdade/autonomia. O artigo quinto da Constituição ainda continua com adendos para algumas situações.

A presidente Dilma vive a sua lua de mel. Todos paparicando: manchete de noticiários e os velhos políticos em volta dela acenando para a Dilma e para a imprensa. Afinal, o momento é de montar a equipe de governo e todos querem fazer parte – pelo menos os partidos aliados na campanha presidencial. Porém, logo após a posse da presidência chegará o fim da lua de mel. E como num relacionamento conjugal surgirão atritos. A mídia não permanecerá com as coberturas “doces” da montagem do governo; os velhos políticos não engolirão mais “sapos” e Dilma terá toda autonomia de falar o que pensa sem medo de perder votos. Que hoje ela fala sorrindo da erradicação da miséria da mesma forma que o presidente Lula apresentava o Fome Zero.

Depreendo com a cena da oposição rachada. Tendo de um lado o bloco paulista e de outro o bloco mineiro, onde a acusação de que um é mais culpado que o outro. E mesmo com toda a força da máquina, o governo acabou minguando os votos nas urnas do segundo turno. No entanto, acabou a campanha eleitoral e continua a política. Resta saber se será travessura ou gostosura.

*José de Souza Júnior é articulista do blog e escreve todas as segundas-feiras
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