Sábado, 07 de Novembro de 2026
27°C 38°C
Santarém, PA
Publicidade
Anúncio

Benção precoce

Benção precoce

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
08/11/2010 às 15h44 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
:

Enroscado na Justiça até o útlimo grão, o terminal graneleiro da Cargill em Santarém deve receber licença de operação até o fim do ano. É o que promete o secretário de Meio Ambiente do Pará, Aníbal Picanço. Até o fim de seu mandato, ele quer o empreendimento em dia com a lei, conforme noticiou o Diário do Pará.

Há quase uma década funcionando à margem da legislação, o terminal foi erguido sem o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) – primeiro passo para que qualquer obra desse porte saia do papel. Os impactos vieram – a grilagem varreu a região, a produção de pequenos agricultores minguou, os igarapés foram envenenados – e o documento só foi apresentado esse ano. Segundo o Ministério Público, vago, vago.

“O EIA não aborda as verdadeiras soluções e, principalmente, não aborda com profundidade as mitigações que devem diminuir os impactos locais do projeto”, afirmou o procurador do MP Federal, Felício Pontes, quando o estudo foi apresentado em audiência pública, em julho desse ano.

Apesar das inúmeras críticas que o documento recebeu, o governo do Pará parece disposto a ignorá-las. Em sua participação na audiência, o Ministério Público Estadual pediu abertura de inquérito para investigar o uso de dados falsos no documento e recomendou que fossem realizadas audiências públicas em outros municípios atingidos pela chegada da soja na região. Mas sobre isso, o secretário de Meio Ambiente não deu uma palavra.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias