Por: Redação / Web Amazônia
14/11/2010 às 10h44 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
A dengue do tipo 1 está de volta e desta vez ela veio com força total. No ano passado, a Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa), fechou 2009 com exatos 102 casos da doença. Em 2010, até o mês de outubro, já são 260 registros, números que estão preocupando as autoridades médicas do município. Apesar do trabalho preventivo feito permanentemente pelos agentes da Divisa, os índices continuam crescentes, sobretudo naquelas áreas onde a infestação predial é maior.
Segundo Jorge Eymar, diretor do órgão, dos casos registrados até o momento, a maioria, 80%, surgiu em reservatórios de água das residências e também no lixo doméstico. Ele alerta: “Falta mais envolvimento da população no combate à dengue em Santarém. As pessoas precisam limpar os recipientes onde armazenam água e ter mais cuidado com o lixo, pois são nesses ambientes que surgem os focos da dengue”.
Para tentar conter o avanço da doença no município, a Divisa mantém diariamente suas equipes nas ruas, visitando os domicílios, orientando moradores e eliminando possíveis criadouros do mosquito aedes aegypti. O índice de infestação predial está menor em relação ao ano passado, neste mesmo período, porém, os casos de dengue continuam surgindo e em quantidade alarmante. Eymar acentua a preocupação das autoridades médicas com o aparecimento de novos casos. Para ele, toda sociedade deve se envolver na prevenção e combate à dengue, pois ela mata se chegar ao seu estágio mais grave: o tipo 4.
Jorge Eymar afirmou que a Divisão de Vigilância em Saúde não tem medido esforços para tentar reduzir os focos do mosquito transmissor da dengue, levando em consideração, principalmente a chegada do período invernoso à região. É nesta época do ano que os casos surgem com maior frequência e, se não houver um trabalho eficaz, certamente que mais pessoas serão vítimas dessa doença, que está cada vez mais presente nos lares dos santarenos.
Fórum Pan-amazônico terá vigilância total
Durante o período de realização do Fórum Pan-amazônico, que ocorre em Santarém, de 25 a 29 deste mês, no Parque da Cidade, em Santarém, a Divisão de Vigilância em Saúde (Divisa) intensificará o trabalho de prevenção e combate à dengue. A preocupação do setor deve-se à presença de milhares de pessoas vindas de vários estados amazônicos e países sul-americanos, em especial Guiana Francesa, Venezuela e Equador, localidades onde se constatou a presença da dengue tipo 4. Havia 28 anos que o Brasil não registrava casos de dengue em sua forma mais letal. Roraima foi o primeiro estado brasileiro a registrar óbito pela doença.
Segundo Jorge Eymar, o risco de a doença chegar ao município é grande, principalmente se não houver controle sanitário e trabalhos preventivos. Com a vinda de turistas à cidade por ocasião do fórum, essa ameaça é ainda mais iminente, pois muitas pessoas são de áreas onde o tipo 4 circula.
Grande parte da população brasileira não tem imunidade contra sorotipo 4 da doença, por isso há necessidade de cuidados redobrados por parte das autoridades sanitárias do município. Eymar informou que durante a realização do fórum, a Divisa fiscalizará os reservatórios de água ao redor do local do evento, eliminando possíveis focos do mosquito transmissor, impedindo que a dengue tipo 4 chegue ao município. Segundo ele, o órgão também estará no aeroporto de Santarém e nos portos da cidade, orientando os visitantes. “É importante ressaltar que uma pessoa que já teve a dengue dos tipos 1 e 2 podem ser vítimas também da dengue hemorrágica e, portanto, todo cuidado é pouco”, avisou.
A previsão dos organizadores do fórum é que durante o evento, Santarém recebam de 4 a 6 mil turistas vindos de várias partes do país e também do mundo, sobretudo dos países amazônicos.
O vírus tipo 4 circula na Guiana Francesa, Venezuela e Equador, por isso as chances de ele chegar a Santarém durante a realização do Fórum Pan-amazônico são enormes.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.