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Diretor do presídio de Cucurunã diz que não falta comida para presos

Diretor do presídio de Cucurunã diz que não falta comida para presos

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
20/11/2010 às 11h05 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Depois de tomar conhecimento da afirmação feita pelo vereador Henderson Pinto (DEM), esta semana, de que os detentos do Centro de Recuperação Agrícola ‘Silvio Hall de Moura’, em Cucurunã, estariam há três dias sem comida, o diretor Nilton Canto, procurou este blog para acalmar os familiares dos presos e também contrapor às declarações do parlamentar. “A afirmação não tem procedência. Em hipótese alguma isso poderia acontecer, do contrário, pois certamente já teria ocorrido uma alteração na penitenciária”, disse Nilton, explicando que o fornecimento de alimentos, feito por empresas terceirizadas, está garantido até o dia 15 de janeiro de 2011, quando vence todos os empenhos firmados pelo atual governo.

Nilton Canto não entende como o vereador Henderson Pinto levou à Tribuna da Câmara um assunto do qual não tem conhecimento e também sem antes consultar a direção do presídio. O parlamentar afirmou categoricamente que os presos estavam há três dias sem comer e que os agentes prisionais têm que levar comida de casa ou comprar na vizinhança da penitenciária a sua própria alimentação. O vereador também informou que manteria contato com a direção daquela casa penal para saber o que de fato está acontecendo.

Segundo o diretor da penitenciária, nenhum contato foi feito pelo vereador com a direção para pedir “informações oficiais sobre essa situação, que não está ocorrendo”. Nilton Canto explica que todos os dias são fornecidos mais de mil refeições para os detentos do Centro de Recuperação Agrícola e também para os agentes prisionais e demais funcionários da casa penal.

Ainda segundo ele, no caso dos detentos, todos recebem a três refeições por dia: café, almoço e janta. Nilton esclarece à sociedade santarena, sobretudo parentes e amigos de presos, que a afirmação feita pelo parlamentar, portanto, não tem procedência e isso é facilmente comprovado. “Queremos acalmar as pessoas, pois esse expediente não é adotado nesta casa penal, pois temos contrato até 15 de janeiro do próximo ano com empresas que nos fornecem a alimentação para a casa penal”, disse.


Outra informação relevante repassada pelo diretor do Centro de Recuperação Agrícola ‘Silvio Hall de Moura’ é com relação ao fornecimento de alimentos para os presos do Centro de Presos Provisórios (CPP), que fica anexo à Seccional de Polícia Civil, que também é feita pela direção da penitenciária de Cucurunã. Diariamente são fornecidas refeições para 75 presos, pela manhã, tarde e noite. Além disso, a comida dos funcionários também é de responsabilidade da direção do presídio. Ele ressaltou ainda que toda logística do CPP é dada pela diretoria do presídio agrícola. “Nós temos responsabilidade com os presos e com o nosso pessoal. Uma afirmação dessas é muito perigosa e pode desestabilizar a cadeia, que vive com sua capacidade populacional acima da média”.

Sobre a população carcerária, o diretor do presídio informou que atualmente, a penitenciária está com excesso de presos, levando em conta que a lotação máxima é de 360 detentos. Hoje são 520 pessoas, cumprindo pena em regime semi-aberto e fechado, além dos presos provisórios.

Conforme as informações repassadas pelo diretor da penitenciária, no café da manhã, tanto os detentos do presídio quanto os presos do CPP tomam café com leite e pão. No almoço e janta, o cardápio é variado. “Nós temos nos desdobrado para garantir a segurança dos presos e aí eu inclui também a questão da alimentação, pois se você deixar um homem desses sem comer, a situação pode se agravar e trazer consequências irreparáveis para o sistema penal”, conclui Nilton Canto.

Marcos Santos
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