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Pojó, o 7º réu da chacina do pavilhão 2B é condenado a mais de 40 anos

Pojó, o 7º réu da chacina do pavilhão 2B é condenado a mais de 40 anos

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
25/11/2010 às 20h43 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Pojó, o 7º réu da chacina do pavilhão 2B é condenado a mais de 40 anos
Terminou na noite desta quinta-feira (25), o júri que deveria julgar mais dois (de oito) detentos acusados de participar da já famosa Chacina do Pavilhão 2B, na Penitenciária de Cucurunã, mas apenas um deles foi julgado e condenado a mais de 40 anos de prisão pela morte de dois detentos, em 17/07/2005.

Os réus eram Albertino dos Santos Bentes, vulgo "Pojó" e Denis Welverton Silva Sousa, que estavam sob custódia do Sistema Penal, em Belém, e não puderam vir no primeiro julgamento ocorrido nos dias 08, 09 e 10 de junho deste ano, quando outros seis réus (foto) foram condenados na mais longa sessão de júri da história de Santarém (mais de 40 horas de sessão), pela morte dos detentos Julciney da Silva Gonçalves e Néris Fernandes Vieira.

"Pojó" é foragido e foi julgado à revelia, mas Denis (que está em livramento condicional) acabou não sendo encontrado pelos oficiais de Justiça de Belém. O júri de hoje não foi mais longo porque nenhuma das testemunhas dos réus (que também são detentos) esteve presente na sessão como no júri passado.



Os jurados acataram a tese do Ministério Público, representado pelos promotores Rodrigo Aquino e Paulo Roberto Monteiro, recusando a tese de Negativa de Autoria da Defensoria Pública, representada pelos defensores Emilgrietty Santos e Daniel França. Ao final, o juiz Gérson Marra Gomes aplicou a pena de 41 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, para o duplo crime de Homicídio Triplamente Qualificado, cumulados com Formação de Quadrilha. A pena seguiu a mesma dosimetria já aplicada no júri dos outros seis réus. A Defesa apelou das sentenças.

Estupro e troféu - Segundo consta nos Autos, os detentos Julciney e Néris, condenados por estupro, ficaram na mesma ala de condenados por homicídio e tráfico. Julciney, o "Pretinho", acabou sendo vítima de estupro por parte de um grupo de detentos. Alguns dias após o estupro, o grupo decidiu matá-lo para encobrir o estupro. Seu colega de cela, Néris, que foi testemunha do estupro também teve a morte decretada pelo grupo, que teria escolhido dois detentos para assumirem o crime, ocorrido na ala B do Pavilhão 2.
Uma sindicância realizada pela Susipe - Superintendência do Sistema Penal - descobriu que após a morte os cadáveres dos dois presos foram levantados como troféus, numa provocação aos presos da ala A do Pavilhão 2, onde já havia ocorrido uma rebelião no ano anterior que vitimou o preso provisório conhecido por "Bagaço", que era acusado de estuprar uma mototaxista.

No júri anterior já tinham sido condenados os réus: GEOVAN DE JESUS COUTINHO ("Neguinho"), ALDIR DOS SANTOS SOUSA ("Nego Bob"), JOSÉ RIBAMAR CORREA FARIAS ("Gibi" ou "Gago"), RAIMUNDO CELINEUDO DE ASSIS SILVA ("Dão"), RAIMUNDO ERISSON OLIVEIRA DOS SANTOS ("Fela"), e DAMIÃO ROMANO MENDES ("Damico"), com penas que somam mais 240 anos.

O julgamento do último réu da Chacina do Pavilhão 2B foi remarcado para 15/03/2011. O próximo júri da 10ª Vara será na terça-feira (30/11), quando mais um réu foragido, Jean Márcio dos Santos Silva, será julgado pelo crime de Tentativa de Homicídio contra Raimundo Nonato da Silva, fato ocorrido em 06/12/2002, durante o arraial de N. S. da Conceição.

João Georgios Ninos I Analista Judiciário e Jornalista
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