Por: Redação / Web Amazônia
12/12/2010 às 10h40 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Uma cena vergonhosa foi flagrada esta semana pela reportagem do Jornal Tribuna do Tapajós, nos arredores do Hospital Municipal de Santarém. No terreno ao lado, bem à vista de quem entra pela porta principal de acesso ao setor administrativo do HM, embaixo de uma frondosa árvore, um amontoado de lixo transforma o local numa espécie de depósito improvisado. O entulho, despejado ali diariamente pelos funcionários responsáveis pela limpeza do prédio, passa de 10 a 15 dias até ser retirado pelo pessoal do Clean Service.
Não se trata de lixo hospitalar, obviamente, pois como bem observou um funcionário, para lá só são levados embalagens plásticas, papéis, garrafas e outros detritos. O lixo hospitalar, ainda segundo o servente cujo nome não será citado, é acondicionado em recipientes apropriados recolhidos todos os dias pela empresa responsável.
Porém, no caso do lixo produzido em outros setores que não o da área médica, é jogado todo ao pé da árvore e lá permanece por vários dias, dando um aspecto de descaso àquela área onde ao lado funciona um hospital. A cena chama atenção pela grande quantidade de lixo, que atrai ratos e urubus, segundo informou um taxista que trabalha nas proximidades.
Ele conta que até restos de alimentos são despejados no lixão improvisado do HM. Ao redor de todo o prédio é possível constatar muita sujeira. A falta de higiene é visível em praticamente todos os ambientes do HM e não somente do lado de fora. Na parte interna, conforme verificou a reportagem, a imundície predomina e as pessoas reclamam da falta de limpeza do lugar. "Não dá pra acreditar que num lugar desses, que cuida da saúde das pessoas, exista tanto lixo", disse Ana C. Ribeiro, acompanhante de um doente internado há dez dias no HM.
Nos últimos anos, a saúde pública de Santarém tem sido alvo de inúmeras denúncias e todas relacionadas ao péssimo atendimento dispensado à população e também à precariedade das unidades médicas do município, que não oferecem condições adequadas para seus pacientes. O descaso predomina em todos os setores desde que passou a ser comandada por pessoas que não têm conhecimento em gestão administrativa e nem preocupação com a vida humana.
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