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Opinião*

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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
15/12/2010 às 09h28 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Os preparativos para as eleições de 2012 já começaram, foi preciso só fechar as urnas de 2010. A presidenta Dilma faz seu papel de organizar sua equipe de governo. Ela deve começar por trinta e sete nomeações em ministérios. Isso se não surgir mais. Enquanto PSDB e DEM vêm chamando a atenção com a palavra “refundação”. Afinal, é mais fácil de falar refundação do que renovação. Na teoria sinceramente não consigo imaginar como pode ficar, embora que, na prática vãos se umas letrinhas no estatutos, outras obrinhas ali e os mesmo sorrisos amarelados nas próximas eleições. E fica o desgaste de institucionalização partidária.

Não discordo que é preciso avaliar, pois, o que é um partido político senão as vitórias numa eleição? Seja qual for o partido, eles devem se questionar – ganhando ou não. Entretanto suas propostas devem ir além de conquistar votos. Ao voltar no caso de PSDB e DEM, derrotados, seus problemas são muito mais internos que eleitoral. Ou seja, a casa precisa ser arrumada. A roupa suja ainda não foi lavada e os velhos caciques vivem numa tribo sem índios. O sonho pessoal esta acima do objetivo do partido. Logo, enquanto eles mesmos se dividirem, não vão conseguir votos e vão continuar definhando seus trabalhos.

O DEM esta extenuado faz algum tempo. Mudar o nome não resolveu muito. O papel de oposição é muito medíocre e suas lutas – se é que existem – nem aparece na mídia. O DEM vem sobrevivendo por políticos e candidatos que fazem seu papel, longe da hierarquia e dos gabinetes. O PSDB mesmo não levando a presidência continua com um numero relevante nos demais cargos. Numericamente é um partido de oposição. Só que sente a falta de um líder. O líder no PSDB é o possível candidato a presidência, que faz o partido ler sua cartilha a cada campanha. Consequência disso tudo é ficar longe da sua história e distante de um futuro de suas propostas.

E assim são as eleições e os anos que se passam. O ano de 2010 vai ficando para os estudiosos, que sempre estarão estudando cada evento ocorrido. Enquanto o ano de 2011 compete a todos. Do mais humilde ao mais intelectual. Novas emoções e esperanças estão por vim. A próxima eleição são as municipais, que já são articuladas. Ah! Temos as eleições do Congresso. Que poderão ficar entre PT e PMDB ou vice-versa. Doravante, a partir do primeiro dia de janeiro um novo ciclo começa. A composição partidária terá um novo desenho que foram por causa de descuidos de uns e louros para outros.

Dessa forma, agradeço pela companhia nesse ano de 2010. Entro no que chamamos de férias no aspecto de escrever e não no de pensar. Sua leitura foi importante assim como sua reflexão. E no próximo ano me comprometo ver o comportamento partidário político. Espero que tenhamos muitas emoções e poucas corrupções. Não me refiro a emoção como telespectador ou um torcedor de arquibancada. Reporto a questão participativa e representativa. Afinal o Brasil político é resultado das urnas.

*José de Souza Júnior é articulista do blog
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