Por: Redação / Web Amazônia
17/12/2010 às 13h19 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Marcos Santos
Há três anos que muitos servidores públicos lotados nas secretarias de governo do município não recebem pagamento pelas férias vencidas. E desde o ano de 2007, que eles também não sabem o que é reajuste salarial. A defasagem no piso da categoria é superior a 30%.
Esses dois temas serão os principais assuntos que o sindicato dos servidores públicos de Santarém pretende discutir em uma audiência com a prefeita Maria do Carmo, segundo garantiu o presidente da entidade, Elis Silva, desmentindo uma informação repassada ao Quarto Poder sobre um possível acordo entre o sindicato e o governo para que o pagamento das férias vencidas dos servidores fosse feito somente em fevereiro.
Eli disse categoricamente ao QP, que não é conivente e nem omisso quando se trata de defender os direitos dos colegas. “Jamais faria um acordo desses. Estamos lutando para que os servidores recebam todos os vencimentos atrasados. Infelizmente, o governo alega que não tem dinheiro para pagar a nossa categoria”, disse.
Ainda segundo Eli, a prefeita Maria do Carmo tem se negado receber os membros do sindicato para tratar sobre as principais pautas de reivindicação da entidade. “A última reunião que tivemos foi em julho. De lá pra cá, já mandamos três ofícios e não obtivemos resposta da prefeita, que se esconde para não ser cobrada”, informou.
O sindicato encaminhará um novo ofício solicitando a audiência com a prefeita Maria do Carmo antes do fim deste ano.
Em reunião recente com o secretário de Administração Kássio Portela, o presidente do sindicato foi informado que ainda este mês, a promessa do governo é quitar o 13º salário dos servidores e as férias de alguns funcionários. A promessa é quitar até o mês de fevereiro todos os vencimentos. Mas por enquanto é só promessa.
Eli reclama ainda da antiga diretoria do sindicato que não conseguiu fazer acordo com o governo em prol da classe. “Herdamos muitos problemas, que estão sendo difíceis de resolver, mas estamos lutando para que nossos servidores recebam as férias atrasadas e o reajuste no salário”, observou.
Demissões – Outro problema enfrentado pelo sindicato é a demissão de servidores que têm mais de 20 anos de serviço prestado ao município. Eli Silva diz que não está havendo, por parte do governo, coerência na demissão de pessoas, que têm família e não conseguem mais vagas no mercado de trabalho.
Concursados – O presidente do sindicato também posicionou-se a favor da convocação de todos os candidatos aprovados no concurso público promovido pela Prefeitura em 2008 e que até agora não assumiram seus cargos para os quais foram aprovados. “A nossa entidade é a favor da nomeação de todos os aprovados, mas exigimos respeitos com os servidores antigos”, finalizou.
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