Por: Redação / Web Amazônia
29/12/2010 às 20h33 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
O fato ocorreu na noite do último dia 26 (domingo), quando uma jovem senhora, que chegou passando mal à emergência do Pronto Socorro Municipal sentindo fortes dores, foi atendida, medicada e orientada pelo médico plantonista a retornar para casa, pois logo, segundo ele, a medicação faria efeito. A paciente relata que antes de chegar à porta de saída do PSM, as dores aumentarem e ela então começou a gritar e chorar.
A mulher conta que decidiu voltar para ser novamente atendida pelo profissional, porém, quando o médico a avistou, foi extremamente estúpido com ela e pediu para que parasse de gritar, uma vez que estaria incomodando os demais pacientes. O médico disse ainda que só a atenderia depois que ela cessasse com os gritos. Como a dor era mais forte, a jovem não conseguiu conter o os berros, que estrondaram pelos corredores da emergência do PSM.
Foi então que o Dr. Luciano Carneiro, plantonista daquela noite, mandou que a doente se retirasse do pronto socorro e não a atendeu mais, para a revolta dos parentes que acompanhavam a jovem.
Indignados, os familiares da paciente decidiram denunciar o médico à polícia, porém, lá chegando, não encontraram nenhum delegado de plantão para registrar a ocorrência naquela noite. O fato foi presenciado por várias pessoas, que se ofereceram para testemunhar em favor da doente expulsa do PSM pelo profissional. “É revoltante o que aconteceu comigo”, disse a doméstica, que trabalha para um advogado.
O patrão da moça contou ao Quarto Poder, que logo que tomou conhecimento do fato foi imediatamente para a emergência do PSM dar assistência à funcionária. Ele contou ainda que ficou estarrecido com a forma como os funcionários tratam os pacientes e as pessoas que diariamente buscam socorro médico. “Esse tipo de procedimento não pode acontecer em um hospital público. A pessoa estava passando mal. Ela gritava porque não suportou tanta dor. Estou indignado com esta situação e vou às últimas consequências para punir os culpados por este ato desumano”, contou o advogado José R. Campos.
O QP tentou localizar o médico Luciano Carneiro, porém, fomos informados na recepção que ele só atende nos finais de semana e que ninguém estava autorizado a fornecer seus números de contatos. Casos dessa natureza ocorrem todos os dias na emergência do PSM. Não existem médicos plantonistas suficientes para o atendimento à noite e no final de semana.
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