10/01/2011 às 10h18Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Com a aproximação do inverno amazônico e o avanço das águas do rio Tapajós, as atenções de comerciantes e moradores que residem ao longo da avenida Tapajós se voltam para a cheia deste ano que promete ser rigorosa. Nos últimos anos, os prejuízos com a enchente foram incalculáveis para o comércio santareno. Muita gente ainda recorda o drama vivido no ano passado, quando todo o leito da avenida ficou debaixo d’água. A preocupação das pessoas se acentua a medida que o rio começa encher. Segundo os moradores, o governo municipal sempre deixa para aplicar medidas paliativas quando as águas já estão avançando sobre o cais de arrimo e aí, afirmam, já é tarde demais, pois os alagamentos são inevitáveis.
De acordo com os moradores, o cais da avenida Tapajós não suporta mais tanto volume de água e, por causa da sua estrutura antiga e precária, é bem provável que este ano o calçadão seja seriamente danificado. Sobre praticamente toda extensão do cais de arrimo, sobretudo do trecho que vai do Mercadão 2000 aos mercados municipais, é possível verificar inúmeras rachaduras na base de concreto evidenciando ainda mais o risco iminente que corre o cais da cidade durante o período invernoso que se aproxima. Mais ameaçador, no entanto, são os enormes buracos que surgiram nos últimos anos em toda estrutura do calçadão da orla. Os pontos mais críticos estão situados justamente nas proximidades das feiras de peixe ali existentes. “Se nada for feito com antecedência, este ano corremos o risco de presenciar uma tragédia, pois esta estrutura do cais, apesar de já ter sofrido com grandes cheias, mostra que não suportará invernos mais rigorosos e pode desabar”, diz o comerciante Carlos Afonso.
A preocupação de moradores e donos de estabelecimentos comerciais com o futuro do cais de arrimo da avenida Tapajós é coletiva, pois se ocorrer algum desabamento na estrutura do calçadão da orla toda área será seriamente afetada. “Falta mais empenho do governo municipal, que passou todo o verão do ano passado e não realizou nenhum serviço na base do cais, que está totalmente comprometido e com risco de desabar. Pelo avanço das águas, podemos afirmar que a cheia deste ano será rigorosa”, diz o vendedor de peixe Natalino Santos.
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