Erivan Miranda de Vasconcelos, 20 anos, conhecido pela alcunha de "Purruteco", foi condenado à pena de 19 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado. A decisão foi do dos jurados da 10ª Vara Penal que, após 16 horas de julgamento, decidiram pela condenação do réu. O júri popular ocorreu ontem (20), no Fórum de Santarém.
Em 20 de maio de 2008, "Purruteco" assassinou com um tiro de arma caseira, calibre 12, a senhora Claudionora Martins Santos (à época com 38 anos), esposa do policial militar Arnoldo Manoel Castro da Silva. A tese de Negativa de Autoria defendida pelo advogado não foi acatada.
O crime ocorreu no bairro do Santarenzinho, durante um confronto de gangues. Erivan, juntamente com outros menores, portando armas caseiras, invadiram a casa do militar para pegar um filho deste que teria relação com uma gangue rival, mas acabaram atingindo sua mãe que morreu em seguida.
O crime foi tipificado pelo art. 121, § 2º, IV, do CPB (Homicídio Qualificado, por ser cometido sem dar chance de defesa à vítima), cuja pena fica entre 12 e 30 anos de reclusão. Atuou na defesa o advogado Sérgio Fonseca e na acusação o promotor público Rodrigo Aquino. O júri foi presidido pelo juiz Gérson Marra Gomes.
Além de Erivan, seu primo, Jackson Augusto Vasconcelos Glins, que testemunhou ao seu favor, foi encaminhado à delegacia de polícia para responder sobre possível Falso Testemunho.
O Júri Popular volta a se reunir na próxima quinta-feira (27), quando serás julgado o sargento da PM Getúlio Travassos, acusado de matar Antonio Rodrigues, no bairro do Diamantino, há 16 anos.
Com informações de João Georgios Ninos (J. NInos)
Analista Judiciário e Jornalista