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Os nossos ‘fichas-sujas’ no Congresso

Os nossos ‘fichas-sujas’ no Congresso

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
01/02/2011 às 15h21 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Os nossos ‘fichas-sujas’ no Congresso
Waldimir Costa (PMDB), Asdrubal Bentes (PMDB), Lira Maia (DEM) e Giovanni Queiroz (PDT) são os deputados federais do Pará incluídos na relação de parlamentares com problemas com a Justiça. O quarteto é réu em processos por vários crimes, incluindo fraudes em licitações públicas, corrupção passiva, peculato, crimes de responsabilidade, formação de quadrilha, estelionato, injúria, difamação, calúnia, compra de votos e estelionato.

Dos 513 deputados pelo menos 59 responde processo judicial. Eles assumem seus mandatos com a certeza de impunidade, já que têm foro privilegiado.

 
Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92 processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública, como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa, como homicídio e lesão corporal.

Wlad - O deputado Wladimir Afonso da Costa Rabelo (PMDB-PA) é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF), duas delas por crime de imprensa, que envolvem calúnia, injúria e difamação. A outra investigação apura a denúncia de peculato.

Maia - O deputado federal reeleito Joaquim de Lira Maia (DEM-PA) responde a quatro ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF). Em três processos o deputado é acusado de crimes de responsabilidade cometidos quando prefeito. Na quarta ação, ele é processado por crimes contra a Lei de Licitações.

Giovanni - O deputado Giovanni Correa Queiroz (PDT-PA) é réu na ação penal número 476 no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar é acusado de injúria, desacato e calúnia durante as eleições municipais de 1992. O deputado negou ter cometido a ofensa e disse ter provado nos autos que estava sendo prejudicado na situação que deu origem ao processo. Queiroz foi denunciado com base em representação encaminhada por uma juíza eleitoral. Segundo a denúncia, o deputado ingressou no local das apurações, dirigiu-se à juíza e a desacatou, chamando-a de “incompetente”, “arbitrária”, além de dizer que ela praticava “curral eleitoral”.

Asdrubal - O deputado Asdrubal Mendes Bentes (PMDB-PA) é réu na ação penal 481, que está em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O peemedebista foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de compra de votos, formação de quadrilha, estelionato e realização de esterilização em desacordo com a lei.

Ele é acusado de compra de votos em troca de laqueadura (cirurgia para impedir gravidez) com vistas às eleições de 2004 no município de Marabá, no Pará. Na época, Asdrubal concorria a prefeito da cidade.

Quarto Poder com informações do G1
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