Sábado, 07 de Novembro de 2026
27°C 38°C
Santarém, PA
Publicidade
Anúncio

Famílias cadastradas no PAC querem casas

Famílias cadastradas no PAC querem casas

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
12/03/2011 às 11h15 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Famílias cadastradas no PAC querem casas
Moradores constroem novos cômodos nas casas

Há duas semanas, este blog flagrou um morador modificando um dos imóveis do PAC no Uruará. O QP voltou ao local e percebeu que praticamente todas as moradias ocupadas pelas famílias estão sendo alteradas pelos moradores, que constroem novos cômodos, cavam fossas e erguem cercados para criar animais. A principal reclamação das pessoas é que as casas não possuem fossa sanitária. Para fazerem suas necessidades fisiológicas, elas recorrem às antigas moradias vizinhas ao conjunto inacabado.

A permanência dessas famílias nos imóveis ocorre desde o dia 11 de setembro de 2010 e, apesar de terem conhecimento de que a ocupação das casas é ilegal, elas afirmam que só saem de lá com ordem judicial, porém, esperam que o governo municipal providencie um local adequado para que as pessoas possam ficar até que o conjunto seja entregue oficialmente aos seus verdadeiros donos. Mas, enquanto isso não acontece, eles têm que improvisar para sobreviver em meio à precariedade do lugar, que não oferece segurança às pessoas e nem condições higiênicas necessárias para os habitantes.

Todo serviço relacionado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), naquela parte do bairro do Uruará é visto com preocupação pela comunidade, uma vez que desde o início da obra que a vida dos moradores sofreu mudanças radicais. O PAC trouxe insegurança, incerteza e destruição às desapropriadas pela Prefeitura para construção de casas populares. Todos são unânimes em afirmar que a situação ficou pior depois que o empreendimento do governo foi iniciado no bairro. O mais recente problema trazido pelo PAC aos moradores é o aterramento de um terreno, onde a prefeita Maria do Carmo anunciou a construção de 80 novas casas para abrigar famílias que ainda moram nos pontos alagados. O trabalho de terraplanagem deixou uma imensa poça d’água perto de um muro, que separa o imóvel das residências dos comunitários. O muro está com várias rachaduras e ameaça ruir a qualquer momento pelo que constatou a reportagem deste semanário esta semana. Além do risco de desabamento, a água parada é propícia à proliferação do mosquito transmissor da dengue. A situação é deprimente.

Marcos Santos
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias