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Arte em cuias: artesãs são mais valorizadas hoje

Arte em cuias: artesãs são mais valorizadas hoje

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
12/03/2011 às 11h26 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Arte em cuias: artesãs são mais valorizadas hoje

A comunidade de Carapanatuba, na região do Aritapera, distante 4 horas de barco de Santarém, é conhecida pelo trabalho de artesanato em cuias (fruto típico da região amazônica) arte desenvolvida pelas mulheres ribeirinhas da localidade. A atividade é bastante tradicional no lugar e os saberes e técnicas para confecção das cuias é transmitida de geração para geração, já fazendo parte da cultura dos moradores.

A arte de confeccionar cuias foi herdada dos povos indígenas, que as utilizavam como recipientes domésticos. Na comunidade, a arte ainda segue os moldes dos antepassados e é realizada de maneira totalmente artesanal e todos os materiais são extraídos diretamente na natureza.

O fruto é selecionado de acordo com seu formato e maturidade, depois cortado ao meio e deixado de molho para ser retirado o miolo. Após essa etapa é raspado com a escama do pirarucu e lixado com a folha da Umbaubeira para então receber a pigmentação, que é feita com cumatê, um líquido retirado da casca do Axuazeiro.

Em 2003 foi criada, com o apoio do Sebrae, a Associação das Artesãs Ribeirinhas de Santarém (ASARISAN) com o intuito de organizar a atividade, pois antes cada um produzia suas cuias e não conseguia valorização para o produto e o mercado era restrito.

“Após a fundação da associação, o artesanato em cuia d­as ribeirinhas do Aritapera saiu do anonimato e começou a se tornar conhecido no Brasil e no exterior” conta Lélia Almeida, vice-presidente da ASARISAN e artesã. As ribeirinhas artesãs produzem peças principalmente para as regiões sul, sudeste e também já receberam encomendas da Inglaterra e França.

As cuias do Aritapera estão ultrapassando as fronteiras, levando esse símbolo da cultura paraense para outros lugares, valorizando uma arte secular da Amazônia que é tão presente no cotidiano desse povo que começa a sair do anonimato através do artesanato.

*Repórter free lancer do blog e estudante de Comunicação Social da FIT
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