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Opinião: De pé somos mais fortes

Opinião: De pé somos mais fortes

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
24/03/2011 às 10h08 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
As políticas econômicas para a Amazônia equacionam um cálculo incoerente à lógica da vida. O modelo agroexportador adotado pelo governo sufoca a aptidão inerente aos povos da região, que sempre souberam conviver harmoniosamente com a natureza. As Hidrelétricas de Belo Monte, no rio Xingu, e Jirau, no rio Madeira – que contam com um orçamento de cifras bilionárias - devem contribuir no custeio energético de projetos dessa estirpe. Enquanto isso, o Pará desponta negativamente com exorbitantes impostos sobre a energia.

Dados estatísticos enfatizam a importância da Amazônia em Pé. Cerca de 20% das espécies florestais do mundo estão na região Amazônica. É um gigantesco banco genético disposto ao longo de uma área que ocupa aproximadamente 60% do território nacional, além de outros países vizinhos. Ao mesmo tempo em que esconde em sua magnitude, espécies ainda desconhecidas à comunidade científica.

Nossos recursos poderiam ser melhores aproveitados se articulados às políticas que implementassem leis para a proteção dessa riqueza natural e investissem em pesquisas, norteando os caminhos mais satisfatórios economicamente, considerando o menor impacto dessas ações para o meio ambiente. Contudo, esse projeto demanda tempo e trabalho, coisa que os políticos apáticos não estão habituados.

A noção de desenvolvimento que direcionou a empreitada dos grupos dominantes debruçava-se sobre a noção falaciosa de que as matérias naturais fossem inesgotáveis. Hoje, esse discurso desgastou-se. Em média, por ano na Amazônia, cerca de 2 milhões de hectares de mata virgem se transformam em cenários desérticos, em pastagens, desrespeitando a capacidade de recuperação do bioma.

*Acadêmico UFOPA
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