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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
25/03/2011 às 12h30 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16

Felipe Bandeira*
No Pará, a tendência ao humor já vem de berço. Afinal, todos nos acham excelentes comediantes. Prova disso, foram os episódios hilariantes envolvendo o (agora) senador Jader Barbalho (PMDB). Apesar dos clichês e do final batido (muitos dirão. Eu já sabia!) vale a pena terminar a leitura.

Nossa história começa com um projeto de iniciativa popular que buscava cultivar uma cultura de repúdio à corrupção e à impunidade. Denominado de Ficha Limpa, o projeto circulou todo o Brasil coletando assinaturas em seu favor. Ao alcançar o expressivo número de 1,3 milhões de assinaturas, que corresponde a 1% dos eleitores do país, o projeto foi enviado ao Congresso Nacional. No dia 04 de junho de 2010 foi sancionada pelo presidente Lula, a Lei Complementar nº. 135/2010, que prevê a lei da Ficha Limpa.

Enquanto isso, Jader Barbalho maquinava sua candidatura ao pleito no Senado (PA) nas eleições de 2010. Mas seu passado o condenava, Barbalho já havia renunciado ao mandato de senador em 2001 para evitar a iminente cassação. De acordo com a Constituição Federal sua candidatura seria inelegível.

Contudo, valendo-se de brechas abertas a marteladas – por ele próprio - na Constituição, os encaminhamentos da iniciativa popular não tiveram a devida eficácia. Subestimamos o astuto político e a (In) competência legislativa do Brasil!

Na manhã do dia 24 de março de 2011, nós paraenses, acordamos com os noticiários informando que teríamos por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) um novo senador. Consequentemente, Marinor Brito (PSOL) teria que deixar o cargo no Senado, lugar que ocupava dada à inelegibilidade dos candidatos Jader Barbalho e Paulo Rocha (PT - 2º mais votado). Apta ao exercício político, Marinor foi prejudicada pela arbitrariedade da Justiça.

Por meio de nota, ontem (24), Jader disse que “a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) faz justiça ao julgamento do Povo do Pará”. Vergonha para o nosso Estado que possui como representante o político considerado um dos mais corruptos do Brasil. Certamente, Barbalho não conteve os risos dessa comédia com cara de drama – para nós, é claro!

*Acadêmico da Ufopa. É articulista do blog
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