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Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
18/04/2011 às 22h13 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16

A política brasileira – profissional – continua mostrando sua ineficiência democrática. Aqui pode-se desviar e roubar e dificilmente não termina em pizza. Escândalos, CPI´s e corrupção. A grande maioria de nossos políticos em atividade viveu o regime militar e eles deram o ponta pé naquilo que chamamos de democracia. Tal essa democracia que vive transtornada no quesito democracia. Ou seja, começamos a ter ex-presidentes demais no cenário nacional. E cada um recorda do seu tempo como num conto de fadas. Em que eles são os príncipes encantados e o povão é a princesa. Portanto, o que quero dizer é que não sabemos ser democráticos. Sendo que na pratica a imagem do político com a presença do partido gera uma grande dicotomia.

Doravante estou tentando chegar ao assunto do artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Publicado na última quinta-feira (14 de abril) e que gerou diversas discussões. Em tese FHC foi demonizado. Por conseguinte, não estou aqui para dizer que ele está certo ou errado. Apenas reflito que suas declarações são bem mais complexas do que se imagina. Ou seja, para quem ousa apresentá-lo a partir do senso comum poderá achar que FHC é totalmente elitista, burguês e demais significados nesse sentido. Aos que olharem pelo mundo acadêmico, que são bem poucos que acompanham essa trajetória do povão no Brasil, irá dizer que é apenas um estudo.

A tese de André Singer mostra que o povão esteve nas eleições de 1989 com Collor e não com Lula. Os votos de Lula naquela eleição presidencial foi da classe média. Da mesma forma nas eleições de 1994 e 1998 o povão acompanhou FHC e a classe média ficou com Lula. O povão esteve com Lula nas eleições presidências de 2002 e 2006. Há quem diga que na recente eleição para presidente o povão continuou com o PT. Dessa forma, o artigo do FHC vem mostrar que o PSDB precisa traçar seu caminho e buscar a classe média descontente com o Lula. Ou seja, o povão é como uma massa. Eles migram conforme as eleições e que dirigir metas para uma classe da sociedade não é querer dizer que existe preconceito para com as demais. Sem contar que a oposição no Brasil esta sem o norte da política. Logo para a democracia isso torna-se perigoso.

Depreendo que o diálogo entre partido e políticos nem sempre vai na mesma sintonia. Isso na nossa realidade. Nesse caso, o PSDB para o FHC, precisa de liderança e de metas. Quando surge um texto nesse sentido dá uma chacoalhada no próprio partido. Alguns vêm dizer que o PSDB está bem. Outros vêm falar que é contra. No fundo, nenhum político quer ficar longe do povão. Principalmente quando estão diante da mídia. Derretem-se todo para com o seu eleitorado. Podem estar em fase terminal e o médico ainda dá esperança à família. Por fim, não é necessariamente o político que escolhe o povão e sim o contrário. Compete ao político determinar suas metas partidárias e interagir com a sociedade.

*É articulista do Blog I [email protected]
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