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Falta de respeito e responsabilidade nas unidades de saúde

Falta de respeito e responsabilidade nas unidades de saúde

Redação / Web Amazônia
Por: Redação / Web Amazônia
20/04/2011 às 11h25 Atualizada em 08/05/2011 às 22h16
Adriana Florenzano*
Cumpri-me o dever de comunicar minha indignação com a falta de respeito e responsabilidade dos hospitais e profissionais de saúde em nosso município.

Inúmeras vezes casos semelhantes a este vêem ocorrendo, mas a correria do dia-a-dia nos faz deixar para depois comunicar-lhes o ocorrido.

Mas, o que aconteceu no dia 16/04 (domingo), não tem como deixar passar. Por volta da 23:00h meu filho, João Pedro, estava apresentando um quadro febril de mais de 39ºC. Procuramos o Hospital Unimed, enquanto minha mãe fazia a ficha para atendimento de meu filho, fui encaminhada para a sala de observação onde fomos recebidos por um técnico de enfermagem que me perguntou da queixa e imediatamente verificou a temperatura da criança, que no momento estava em 39.3ºC. 

O enfermeiro delicadamente solicitou-me que junto com os demais que já estavam no referido local, aguardasse a chegada do médico que estava em um procedimento externo, questionei de que procedimento se tratava e para minha surpresa o funcionário informou que o Médico “Plantonista”, Dr. Francisco Loureiro, estava acompanhando um cadáver no IML. ISSO É UMA VERGONHA. Imediatamente nos retiramos do local e procuramos um credenciado, o Hospital Sagrada Família.

Chegando ao local informei ao recepcionista do problema de saúde de meu filho e o mesmo solicitou que me dirigisse à sala de emergência enquanto minha mãe fazia novamente a ficha para atendimento. Na emergência fui recebida por uma profissional de enfermagem, chamada pelo nome de Joisse, informei novamente o problema e a mesma perguntou da ficha de atendimento da criança. 

Respondi que minha mãe estava na recepção providenciando. Joisse, só chamou o Médico Plantonista, Dr. Cesár Kaizer para atender meu filho quando já estava de posse da referida ficha. Minha indignação só aumentava, declarei em voz alta que aquilo era um absurdo, parece que não estavam dando importância para o caso de saúde e sim de que forma seria pago o atendimento.

Finalmente o médico apareceu, pegou a ficha, perguntou-me da queixa e solicitou que o colocasse a criança debaixo do chuveiro por 10 minutos O médico nem olhou para meu filho, quanto mais lhe examinou. Após os 10 minutos outro técnico de enfermagem dirigiu-se ao meu filho e aplicou-lhe um antitérmico no músculo da coxa esquerda. Percebemos que a febre continuava alta e procuramos o médico, e então fomos informados que o mesmo voltaria para reavaliar a criança. Quando o Dr. Cesár Kaizer retornou, exigimos que examinasse meu filho. 

O médico atendeu nossa solicitação, mas informou que se a febre baixasse poderíamos voltar pra casa ou se a febre continuasse alta procurássemos o Hospital da Unimed, pois o profissional não poderia interná-lo, por não ser credenciado da Unimed. Não sabemos a quem nem a onde recorrer, solicito que percam o tempo de vocês relatando fatos ocorridos semelhantes ou piores a este para lutarmos por nossos direitos humanos e de cidadãos brasileiros.
*Associada Unimed Nacional
Santarém (PA)
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